As marcas Volkswagen, Audi e Porsche se uniram à EDP para instalar eletropostos entre Espírito Santo e Santa Catarina

Volkswagen, Audi e Porsche (todas empresas do mesmo grupo) anunciaram nesta terça-feira (22) uma parceria com a EDP para instalar 30 estações de recarga ultrarrápida (de 150KW e 350KW) de veículos elétricos no estado de São Paulo. Serão 29 postos de 150KW e um de 350KW.

Além disso, serão instalados 30 equipamentos de recarga semirrápida (de 22KW). Ou seja, cada ponto da rede terá uma estação ultrarrápida e uma semirrápida. Os eletropostos de carregamento ultrarrápido são capazes de reabastecer 80% da bateria do carro em 25 a 30 minutos.

A ideia do projeto é conectar 64 pontos de carregamento nos estados de Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Santa Catarina. Dessa forma, será formado um corredor de abastecimento de automóveis híbridos e elétricos com mais de 2.500Km de extensão.

A distância máxima entre as estações será de 150Km, para garantir autonomia aos motoristas. As rodovias que vão recebê-las são a Tamoios, a Imigrantes, a Carvalho Pinto, a Governador Mário Covas, a Dom Pedro, a Washington Luís e a Régis Bittencourt.

Testes e novos veículos

O empreendimento foi aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e terá investimento de R$ 32,9 milhões. Esse é o primeiro projeto de instalação de carregadores ultrarrápidos da América do Sul. A implementação da rede será iniciada ainda em 2019. As primeiras inaugurações estão programadas para 2020 e a conclusão do trabalho deve ocorrer em três anos.

Os testes para homologação da infraestrutura de recarga são feitos com os veículos da Volkswagen, da Audi e da Porsche. A Volkswagen deve lançar seis carros elétricos e híbridos na América Latina até 2023. O primeiro deles é o híbrido Golf GTE, que chega ao Brasil em novembro.

Paralelamente, a marca desenvolve a família ID., produzida em uma plataforma de fabricação de veículos elétricos. Em 2025, a meta da empresa é comercializar 1 milhão de carros elétricos por ano.

 

Créditos da matéria:  Olhar Digital

Créditos da imagem: Divulgação

Confira a matéria na íntegra

Brasileira vence prêmio global da ONU com solução solar para purificar água

O mundo precisa de ideias novas, alternativas para minimizar o impacto no meio ambiente e trazer benefícios para população. O projeto da brasileira de 21 anos chamou a atenção da ONU e ganhou prêmio. Confira mais na matéria:

A brasileira Anna Luisa Beserra, de 21 anos, fundadora do Aqualuz, venceu o Prêmio Jovens Campeões da Terra da ONU Meio Ambiente por desenvolver um dispositivo que purifica, por meio de radiação solar, a água da chuva captada em cisternas.

A falta de água potável é uma realidade que afeta mais de 1 milhão de pessoas no Brasil. Com o filtro Aqualuz, a água de cisternas é purificada por meio de raios solares, e um indicador muda de cor quando o recurso está seguro para o consumo.

A invenção é de baixo custo, fácil manutenção e pode durar até 20 anos. Embora tenha sido testada apenas no Brasil, o dispositivo tem potencial para ser aplicado em outros países. O Aqualuz já distribuiu água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda este ano.

A brasileira Anna Luisa Beserra, de 21 anos, fundadora do Aqualuz, venceu o Prêmio Jovens Campeões da Terra por desenvolver um dispositivo que purifica, por meio de radiação solar, a água da chuva captada em cisternas.

Nos próximos dias, líderes mundiais se reúnem na sede da ONU em Nova Iorque para a Cúpula de Ação Climática e para a Assembleia Geral, abordando temas ambientais e mudanças climáticas nas discussões.

As doenças diarreicas estão entre as principais causas de morte em todo o mundo, sendo diretamente ligadas à falta de água potável e à falta de saneamento e acesso à higiene. Esses problemas atingem principalmente populações jovens, vulneráveis ou que vivem em zonas rurais remotas.

O Aqualuz é um filtro inovador que purifica a água da chuva coletada por cisternas instaladas em áreas rurais, onde a água filtrada não é acessível. Esta realidade afeta mais de 1 milhão de pessoas no Brasil. A água da cisterna é purificada por meio de raios solares e um indicador muda de cor quando o recurso está seguro para o consumo.

“Meu propósito é levar o direito básico à água limpa para as comunidades carentes nas áreas rurais”, afirmou Beserra. “Queremos ajudar a melhorar a vida das pessoas e salvar vidas.”

A invenção é de baixo custo, fácil manutenção e pode durar até 20 anos. Embora tenha sido testada apenas no Brasil, o dispositivo tem potencial para ser aplicado em outros países. O Aqualuz já distribuiu água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda este ano.

“Nosso planeta com estresse hídrico está sofrendo o peso da extração incessante, da poluição e da mudança climática. É vital encontrarmos novas formas de proteger, reciclar e reutilizar este precioso recurso. Tornar a água potável acessível e segura a todos e todas é vital para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse a diretora-executiva da ONU Meio Ambiente, Inger Andersen.

Para o presidente empresa alemã Covestro, apoiadora do prêmio, Markus Steilemann, o mundo dos negócios precisa de ideias novas e de uma cultura de startups que enfrentem os desafios ambientais globais, assegurando ao mesmo tempo o crescimento em longo prazo. “Os Jovens Campeões da Terra podem ajudar a alcançar isso e todos na Covestro têm orgulho em apoiá-los. Queremos ajudar a tornar o mundo um lugar melhor.”

Um júri global composto por Markus Steilemann; Joyce Msuya, diretora-executiva adjunta da ONU Meio Ambinete; Arielle Duhaime-Ross, correspondente da VICE News Tonight para ciência e mudanças climáticas; Jayathma Wickramanayake, enviada do secretário-geral da ONU para a juventude; e Kathy Calvin, presidente e diretora-executiva da Fundação das Nações Unidas, selecionou os vencedores e vencedoras entre 35 finalistas regionais de mais de 1.000 candidatos.

No decorrer do próximo ano, as iniciativas inovadoras dos campeões serão documentadas nas mídias sociais por meio de atualizações regulares em notícias e vídeo-blogs.

O prestigioso Prêmio Jovens Campeões da Terra, oferecido pela Covestro, é concedido anualmente pela ONU Meio Ambiente a jovens ambientalistas entre 18 e 30 anos, por suas destacadas ideias em prol do meio ambiente.

Anna Luisa é uma das sete vencedoras de África, América do Norte, América Latina e Caribe, Ásia e Pacífico, Europa e Ásia Ocidental. Os vencedores receberão seu prêmio durante a Cerimônia dos Campeões da Terra em Nova Iorque, no dia 26 de setembro, coincidindo com a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas e a Cúpula de Ação Climática.

 

Créditos da matéria:  Envolverde

Créditos da imagem: Divulgação

Confira a matéria na íntegra

Empresa cria casas ecológicas à prova de desastres

As novas soluções surpreendem e prometem fazer a diferença. A casa ecológica é uma grande ideia, criada a prova de desastres e ambientalmente correta. Confira mais na matéria:

Casas têm formato de cúpula geodésica, resistente a tempestades e ventos fortes, e são feitas de biocerâmica, material resistente ao fogo e que reflete calor.

A empresa americana Geoship desenvolveu uma casa que promete ser sustentável, mais barata e à prova de desastres.

As casas criadas pela empresa são em formato de cúpula geodésica, estrutura arquitetônica usada desde a Antiguidade que consiste em uma forma esférica e barras que formam triângulos. Segundo os fabricantes, esse formato tem propriedades aerodinâmicas que são capazes de aguentar fortes tempestades e rajadas de ventos intensos.

A Geoship também afirma que suas casas geodésicas são resistentes a terremotos. Eles dizem que as junções das colunas com as vigas são pontos vulneráveis em construções tradicionais. Mas os domos de biocerâmica não têm essas conexões, portanto os painéis não se desfazem durante um abalo sísmico.

A construção ainda é à prova de enchentes, já que a biocerâmica é pouco porosa e absorve somente de 2 a 3% de seu próprio peso. O concreto, por outro lado, absorve 20% de seu peso.

casa-ecologica-eco=consciente

As residências são construídas a partir de biocerâmica, material fabricado a partir de minerais e que já é usado há muito tempo em próteses dentárias e ósseas. A biocerâmica também tem as vantagens de ser resistente ao fogo e de refletir cerca de 80% do calor do Sol, reduzindo a necessidade de uso de ar condicionado ou ventiladores quando o clima está quente. A casa também tem aberturas que ajudam o ar entrar e circular, tornando-a ainda mais fresca.

Além disso, o fabricante afirma que as casas emitem menos CO2 em sua produção do que uma residência construída de maneira convencional, e os painéis de biocerâmica que formam a estrutura da residência também sequestram CO2 da atmosfera. A Geoship alega que está estudando se as casas geodésicas podem ser carbono negativas, ou seja, absorver mais gás carbônico do que ela emite em sua construção.

O formato em domo usa metade do material necessário se comparado com uma casa tradicional no formato “retangular”, com a mesma metragem de área útil. Ou seja, também é mais barata para construir.

A ideia de usar o domo geodésico aplicado na habitação foi popularizada pelo arquiteto, designer e inventor americano Buckminster Fuller, que morreu em 1983. Mas o conceito não foi para frente na época.

Segundo reportagem da revista Fast Company, o projeto da Geoship chamou a atenção da Zappos, fabricante de sapatos baseada em Las Vegas, que fechou um acordo com a empresa de arquitetura para desenvolver uma comunidade de casas geodésicas na cidade para ofertá-las gratuitamente para pessoas sem-teto.

A empresa está levantando fundos para começar a construção de suas casas geodésicas, o que deve acontecer daqui a cerca de dois anos. As residências custarão entre US$ 55 mil e US$ 250 mil, dependendo do tamanho.

Créditos da matéria:  Revista Planeta

Créditos da imagem: Divulgação

Confira a matéria na íntegra

Pesquisadores criam vidro capaz de converter energia solar em eletricidade

Na matéria a seguir, uma solução inovadora que traz novos recursos sustentáveis para o planeta, confira:

Uma equipe de cientistas do Lawrence Berekley National Laboratry criou um painel de vidro fotovoltaico capaz de absorver energia solar e convertê-la em energia elétrica. Segundo o estudo publicado pelos pesquisadores, no longo prazo o material pode ser usado para substituir a maioria dos painéis tradicionais, criando prédios ou carros capazes de gerar sua própria eletricidade. 

O vidro é revestido por um líquido semicondutor que contém diversos compostos químicos, como césio e iodeto de chumbo. Em temperatura ambiente, ele é bem transparente, permitindo a passagem de 82% da luz que chega nele; no entanto, aquecido até 105ºC, ele assume uma coloração alaranjada e se torna mais opaco, deixando passar apenas 35% da luz.

Quando exposto à luz do sol, o vidro é capaz de converter o calor que chega do astro em energia elétrica. Essa energia, por sua vez, pode ser aproveitada pelo sistema elétrico da casa, do carro ou do prédio em que ele está instalado. Além disso, como ele é menos transparente do que os vidros tradicionais, ele permite a passagem de menos calor para dentro dos locais onde é colocado; dessa forma, um prédio comercial revestido com esse vidro gastaria menos energia com ar condicionado, por exemplo.

Desafios

No entanto, segundo o Fast Co. Design, a equipe de pesquisa do laboratório ainda tem uma série de desafios para tornar a sua criação viável. O primeiro deles é aumentar sua eficiência: por enquanto, ela só converte cerca de 7% da energia que chega até ela em energia elétrica aproveitável. Segundo o professor Peidong Yang, que lidera a equipe de pesquisa, o mínimo para que ele seja economicamente viável seria 10%.

Além disso, os pesquisadores também pretendem reduzir a fronteira de temperatura a partir da qual o vidro começa a gerar energia. Embora ela esteja atualmente em 221ºF (105ºC), os cientistas pretendem baixá-la até 122ºF (50ºC) – que é, segundo eles, a temperatura que um painel de vidro na lateral de um prédio comercial atinge. Nesse caso, as janelas do edifício seriam transparentes de manhã mas iriam escurecendo conforme o dia fosse esquentando.

Finalmente, há uma questão estética também: por enquanto, os pesquisadores só conseguem fazer com que o vidro fique vermelho, laranja ou marrom quando aquecido. No entanto, como designers e arquitetos são alguns dos possíveis interessados no produto, a equipe pretende fazer também modelos de outras cores. Para isso, há duas possibilidades: uma delas é usar outro tipo de perovskita (um dos componentes químicos do vidro) ou usar também um corante no vidro.

Créditos da matéria:  Olhar Digital

Créditos da imagem: Internet

Confira a matéria na íntegra.

CPFL lança projeto para instalar 700 kWp de energia solar em Campinas

O projeto da CPFL traz novas soluções com sistemas fotovoltaicos em condomínios. Além de benefícios ambientais, ajuda também na redução da conta de energia. Confira a matéria:

Serão oferecidos descontos de até 50% na aquisição e instalação de sistemas para os condomínios participantes

A CPFL Energia lançou um projeto para instalar até 700 kWp em sistemas fotovoltaicos em condomínios dentro da área de concessão da CPFL Paulista, em um raio de 100 km a partir da cidade de Campinas (SP). Segundo a companhia, serão oferecidos descontos de até 50% na aquisição e instalação de sistemas solares para os condomínios participantes.

O projeto PromoSolar será financiado pelo Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) da CPFL Paulista e executada pela Envo, braço da CPFL Energia para a geração distribuída solar para residências e pequenos comércios.

A expectativa é que o condomínio que realizar a instalação do sistema consiga reduzir a conta de energia das áreas comuns em até 95%. Além disso, de forma a auxiliar nessa redução, a CPFL Paulista ainda contempla a possibilidade de instalação de lâmpadas LED nas áreas comuns. Para isso, é necessário somente que o condomínio descarte uma lâmpada fluorescente para cada kW de capacidade instalada do sistema fotovoltaico.

“Com essa ação, esperamos reforçar a nossa missão de prover soluções energéticas sustentáveis e incentivar o desenvolvimento de energias renováveis. Para qualquer condomínio residencial participar basta acessar o site e conhecer as regras”, ressalta o gerente de Eficiência Energética da CPFL Energia, Felipe Zaia.

De acordo com dados da Aneel, o Brasil possui atualmente 70.309 instalações de sistema fotovoltaicos, sendo que mais de 50 mil estão instalados em residências. A potência instalada é de 721.773 kW. Campinas é a segunda cidade do Brasil em número de instalações solares, atrás apenas do Rio de Janeiro. Desde 2015, a energia solar cresceu 2.977% no município, saltando de 30 para 893 instalações. As inscrições podem ser feitas no site www.promosolar.com.br.

Créditos da matéria:  Canal Energia

Créditos da imagem:

Confira a matéria na íntegra.

Paraná terá a 1ª usina do Brasil a gerar energia por meio de esgoto e lixo

Pela primeira vez no Brasil, uma usina produzirá energia usando a tecnologia da biodigestão, utilizando uma combinação de resíduos orgânicos e lodo de esgoto. A expectativa é abastecer 2 mil casas. Confira mais na matéria:

Será construída no Estado uma usina de geração de biogás, que transforma os resíduos em eletricidade para abastecer as casas da região.

O estado do Paraná será o primeiro do Brasil a receber a construção de uma estação de geração de energia por meio de esgoto e de lixo orgânico, uma usina de geração de biogás, que transforma os resíduos em eletricidade para abastecer as casas da região.

A licença para a operação foi dada pelo Instituto Ambiental do Paraná à empresa CS Bioenergia. Segundo a companhia, a usina terá capacidade para produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo, abastecendo cerca de duas mil residências do Estado.

A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e da coleta de lixo produzirá, além do biogás, biofertilizante para a região. A estimativa é que a iniciativa desvie 1000 m³ de lodo de  esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico dos aterros.

A Europa é pioneira na produção de biogás a partir da biodigestão, possuindo cerca de 14 mil usinas. Somente a Alemanha abriga oito mil unidades. No Brasil, o biogás ainda tem uma participação pequena na matriz energética e é contabilizado em conjunto com outros biocombustíveis como o bagaço de cana, constituindo a biomassa, responsável por 8,8% da energia gerada no país.

Créditos da matéria:  Casacor

Créditos da imagem: Divulgação/CASACOR

Confira a matéria na íntegra.

Honda vai investir R$ 30 milhões para expandir o parque eólico


Investimento para expandir parque eólico e recuperação do mercado automotivo são ótimas notícias para a indústria automobilística e o meio ambiente. Confira a matéria:


Foto: Gabrielle Chagas G1

Unidade paulista ficou quase 3 anos fechada depois de pronta. Ela abre com a produção do Fit e, em dezembro, recebe o WR-V. Até 2021, todos os modelos nacionais da marca sairão de lá.

A Honda vai utilizar energia do vento para compensar a energia elétrica gasta em nova fábrica em SP. A montadora vai investir R$ 30 milhões para expandir o parque eólico que possui em Xangrila-Lá (RS) para que ele produza a mesma quantidade de energia que a fábrica de Itirapina (SP) demanda.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (27), durante na cerimônia de inauguração da fábrica paulista.

“Afirmo com orgulho que todos os carros fabricados em Itirapina irão utilizar energia limpa”, disse o presidente da Honda na América do Sul, Issao Mizoguchi.

A unidade recém-inaugurada ficou quase 3 anos fechada depois de pronta, por conta da crise que atingiu também o setor automotivo.

O primeiro carro feito lá é Fit, e a unidade será responsável pela produção de todos os veículos nacionais da marca até 2021. Até agora, os demais modelos saem da fábrica de Sumaré (SP), que será mantida com a produção de componentes.

O próximo modelo a ser feito em Itirapina será o WR-V, em dezembro.

Além disso, a montadora anunciou que vai trazer 3 modelos híbridos (com motor elétrico e outro a combustão) para o Brasil até 2023, mas eles serão importados.

Trancada pela crise

A Honda começou a construir a fábrica de Itirapina em 2013. Fruto de um investimento de R$ 1 bilhão e com uma área de 5,8 milhões de metros quadrados, ela deveria ter sido aberta em 2016.

Em entrevista ao G1, no início do ano passado, Mizoguchi disse que a unidade só seria aberta quando houvesse reais condições – na época, segundo o executivo, não existia demanda suficiente para duas fábricas operando, portanto, ela não produziria nem o equivalente a 1 turno.

Nesta quarta, o executivo explicou que a decisão de por a fábrica para funcionar não se deveu a uma melhora no mercado.

“Não é o aumento (nas vendas de carros no Brasil), a recuperação do mercado que foi o fator decisivo para iniciarmos a produção aqui”, explicou o presidente da montadora.

“(É) Simplesmente porque essa fábrica tem equipamento melhor, layout melhor, ecologicamente melhor também. Tem uma condição para melhorar um pouquinho a competitividade”, completou.

“Você tá com dois carros: um carro antigo e um carro novo. Chega uma hora que você fica com vontade de usar o carro novo”, comparou.

Para Mizoguchi, o Brasil ainda está muito abaixo do nível do começo da década, antes da crise. “(Só vai chegar) Ao nível de 2013, que foi um ano bom de vendas no Brasil, ser em torno de 2025. Está melhorando, mas estamos muito longe do nível de 2013”, afirmou.

Instalações

De acordo com a fabricante, a nova unidade tem capacidade nominal de produção de até 120 mil carros ao ano, dividida em dois turnos, e contará com a experiência dos funcionários transferidos da planta de Sumaré.

Por enquanto, 400 colaboradores já trabalham em Itirapina – até 2021 serão 2 mil. Com a transferência, não haverá novas contratações.

Na fábrica de Sumaré, permanecerão atividades como produção do conjunto motor, bem como como fundição, usinagem, injeção plástica, engenharia da qualidade, planejamento industrial e logística.

A montadora diz ainda que a fábrica segue as melhores práticas de produção da Honda no mundo, com tecnologias otimizadas de estamparia e solda, além do novo processo de pintura da carroceria, com base d’água.

Foto: Gabrielle Chagas G1

Otimismo

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Megale, a inauguração da fábrica consolida a expectativa de expansão do mercado, que cresceu 10,6% de janeiro deste ano até agora.

“Sabendo que estamos passando por uma transformação extraordinária nos termos de indústria automobilística mundial, é importante que a gente invista em pesquisa de desenvolvimento e inovação e esse programa nos traz isso”, disse Megale.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que com a recuperação do mercado as condições físicas da fábrica permitem a expansão de produção e, consequentemente, a geração de mais empregos.

“Quero dizer que R$ 1 bilhão de investimento é algo substantivo, não é apenas para Itirapina, mas é para São Paulo e para o Brasil. Estamos falando de investimento parte já consolidado e parte a consolidar nesses próximos quatro anos, é especialmente importante”, declarou.F

Créditos da matéria:  G1

Créditos da imagem: Gabrielle Chagas/G1

Confira a matéria na íntegra.

Formula-E: categoria quer ir além da competição

A mobilidade elétrica vem ganhando força, ideias inovadoras já fazem parte do nosso presente e a tendência é mais veículos elétricos e menos poluição. Confira a matéria:

Automobilismo e montadoras de veículos estão mais perto do que nunca do setor elétrico, a aposta é que até mesmo o mercado nacional viva essa revolução em até cinco anos.

A temperatura ambiente lembrava o Rio de Janeiro em pleno verão, eram 39 graus Celsius, sem uma única nuvem no céu para testemunhar o evento que estava para ocorrer na capital chilena, Santiago naquele sábado, 26 de janeiro. Ali, sob calor escaldante, onde a silhueta elevada dos Andes emoldura a cidade, 22 monopostos estavam alinhados em 11 filas para iniciar a terceira etapa da 5ª temporada de uma das mais novas e revolucionárias categorias do automobilismo mundial, a Formula-E. Este é um mundo que começa a fazer parte do setor elétrico a uma velocidade tão elevada quanto a aceleração desses carros.

Formada por bólidos 100% elétricos com alta tecnologia embarcada, a entidade que organiza o evento diz que a modalidade surgiu a partir de uma conversa registrada em um guardanapo, ainda em março de 2011. A primeira corrida foi realizada em Pequim pouco mais de três anos depois. Hoje está maior e com uma estrutura mais robusta para colocar em prática sua proposta de estar mais próxima do grande público e de ser o laboratório e campo de provas quando o assunto é a mobilidade elétrica.

Tanto é assim que vem atraindo pesos pesados da indústria. Já vinculam sua imagem à da F-E a Audi, BMW, DS (do grupo PSA Peugeot-Citroën), Jaguar, Mahindra e Nissan, que substituiu a Renault neste ano. E ainda são esperadas para a próxima temporada Mercedes e Porsche. Esse movimento não é visto com surpresa já que diversos países já começam a impor limites para a venda de veículos novos com motores a combustão entre 2025 e 2040.

Dentre os desenvolvimentos já implementados está a ampliação da capacidade da bateria. Esse componente, que está em sua segunda geração, passou de uma potência máxima de 200 kW para 250 kW e o peso aumentou proporcionalmente menos, passou de 320 kg para 385 kg, praticamente dobrou sua duração dos antigos 25 minutos. A energia liberada aumentou de 28 kWh para 54 kWh. A faixa de temperatura em que trabalha também aumentou, um fator que melhorou a performance dos veículos. Nas quatro temporadas iniciais da F-E a bateria não era capaz de entregar toda a energia necessária para a prova o que levava à necessidade de troca de carro ao longo da corrida. A partir do campeonato iniciado em dezembro passado os monopostos seguem o tempo todo na pista.   

De acordo com uma das principais equipes do grid, a Nissan E.Dams, que corria sob o nome Renault e conquistou os três primeiros títulos de equipe na F-E, os 22 carros da disputa têm o mesmo pacote aerodinâmico, chassis, freios, e partes da suspensão. O que difere é o chamado powertrain (que é o equivalente ao motor de um veículo comum) e a parte traseira da suspensão que estão no foco de desenvolvimento e diferencia a performance dos carros. A velocidade máxima obtida é estimada em 280 km/h, mas não em pistas de rua, onde estão limitados a 240 km/h e representam mais de 90% da temporada. Apenas no México é utilizado o autódromo da cidade.

Isso porque a ideia da categoria é correr em circuitos de rua. Essa característica vem do fato que a F-E quer que as suas corridas simbolizem a viabilidade do uso do veículo elétrico nos centros urbanos, o ambiente natural para a mobilidade elétrica, segundo especialistas ouvidos pela Agência Canal Energia.

 Os atributos são diversos, mas a melhoria da qualidade do ar e a redução de ruídos são os que mais se destacam. A capital chilena, por exemplo, é conhecida pelos seus congestionamentos e a baixa qualidade do ar decorrente da falta de chuvas e condições que não dispersam os poluentes nessa época do ano. Não à toa é a cidade da América do Sul que está mais à frente no que se refere a adoção de soluções para reduzir a poluição causada por veículos a combustão.

Empresas também veem potencial de novos ou crescimento de negócios com a iminente popularização dos veículos elétricos no âmbito da expansão das novas tecnologias no ambiente elétrico. Nesse mesmo local temos a recém-fundada brasileira ZEG e a centenária ABB, que inclusive é detentora do naming rights da categoria desde a temporada 2016/2017.

Greg Scheu, presidente da ABB nas Américas, aponta que a empresa vê com grande entusiasmo a F-E e o futuro como ele se mostra para a mobilidade elétrica. “É mais do que um evento, refere-se ao futuro e às mudanças que teremos na sociedade nos próximos anos”, definiu o executivo. Segundo ele, estar na categoria faz todo o sentido, pois a empresa tem a busca por tecnologia e inovação na mobilidade elétrica em seu core business.

No foco estão o fornecimento de carregadores e serviços agregados a seus clientes. E isso não apenas pensando nos veículos leves, mas a mobilidade como um todo, e nessa conta entram ônibus, caminhões e trens.

Por sua vez, Daniel Rossi, presidente da ZEG, vê um potencial de negócios interessante nos próximos anos com a ampliação do alcance do veículo elétrico no país. Em sua avaliação esse mercado deverá decolar em cerca de cinco anos. Em sua análise, o veículo elétrico não é questão de futuro, já começa a desenhar como realidade no Brasil. Ele concorda que o país ainda está nos seus primeiros passos quando comparado a outras geografias, principalmente, Europa, Estados Unidos e alguns países asiáticos.

“O mercado nacional está dando passos firmes rumo à mobilidade elétrica. Esse é um caminho sem volta, realmente. Ele pode ser 100% elétrico ou híbrido, mas o que se fala de forma geral é que o motor a combustão ficará cada vez menos em destaque”, comentou.

Essa visão de um futuro da mobilidade elétrica é compartilhada até por quem está na pista. Di Grassi faz parte da F-E desde o seu início. O piloto é reconhecido como um dos militantes nessa área e tem a opinião de que a eletrificação dos veículos é o futuro da mobilidade. “Se for por motivos econômicos e de legislação a tendência é de termos cada vez mais carros elétricos”, afirmou. “A F-1 não é mais o laboratório para o desenvolvimento do carro do futuro. Como as montadoras vão produzir os carros do futuro, precisam entender qual é o melhor produto, melhor sensor, motor, tipo de magneto, software de controle, enfim tem-se a noção muito melhor aqui do que trabalhar com o carro a combustão, por isso o grande laboratório de desenvolvimento do carro do futuro é a F-E”, definiu.

Em sua análise, o futuro da mobilidade é elétrico e cita os benefícios de custos mais baixos por quilômetro rodado que pode chegar a apenas R$ 4 para rodar de 150 a 200 quilômetros. Para ele faz muito sentido o uso dos veículos elétricos em grandes centros urbanos, mas reconhece que ainda são muito caros para o país. E que a massificação desse produto pode ser uma das formas de viabilizar a queda de preços. Mas lembra que não é apenas isso, o governo precisa atuar no sentido de colocar tanto o carro a propulsão elétrica e o tradicional a combustão em um mesmo grau de igualdade.

Negócios

Em paralelo a essa discussão, o mercado está otimista com os desdobramentos deste segmento apesar de preços ainda elevados, muito em decorrência das baterias, que representam cerca de um terço do valor do veículo. E como esse é um mercado recém nascido quando comparado ao automóvel a motor a combustão que já tem uma história de um século, as oportunidades são identificadas em todos os vetores que se olha, desde a própria fabricação e desenvolvimento de veículos, ao estabelecimento da infraestrutura à oferta de serviços aos consumidores finais e clientes corporativos.

Dentro desse conceito o serviço mais evidente que é necessário existir é a questão do abastecimento. De acordo com dados da ABB, o Brasil possui atualmente cerca de 350 pontos de recarga de acesso público espalhados pelo país, mas notadamente mais concentrados em São Paulo. Além disso, há outros três eixos rodoviários que permitem viagens entre as cidades de São Paulo e Campinas (esse da CPFL), São Paulo ao Rio de Janeiro (da EDP) e de Curitiba a Foz do Iguaçu (da Copel).

Segundo Marcelo Vilela, Gerente Geral para Produtos de Eletrificação da ABB no Brasil, o tema abastecimento não é um problema para o país. A rede atual de fornecimento consegue atender a demanda dos veículos elétricos. Isso se justifica pelo fato de que a maior parte dos consumidores finais desse produto vai realizar o carregamento das baterias em dois momentos: à noite em sua casa ou durante o dia no escritório. Questões de qualidade do fornecimento da energia também não influenciam, pois, disse ele, o equipamento da ABB é equipado com sistemas de proteção diante da variação de tensão e corrente.

Veículo elétrico sendo recarregado em São Paulo. Imagem: Maurício Godoi / Agência Canal Energia

A empresa projeta a realização de novos negócios este ano por aqui, seja com esse tipo de carregador rápido, instalado em locais púbicos ou o que chama de wall box, de menor potência e que pode ser instalado em residências. Além desse nicho, outras perspectivas pairam sobre a expansão da mobilidade elétrica: a eletrificação de transporte urbano de pessoas e de cargas, bem como frotistas, que tendem a aumentar a demanda por esse tipo de veículo. Além disso, a companhia estuda nacionalizar seu centro de monitoramento de carregadores ao passo que o mercado amadureça. Atualmente a atividade é feita na Holanda, de onde consegue monitorar o parque de 8,5 mil unidades instaladas globalmente.

O problema para que o mercado apresente esse volume expressivo e aumente a escala está ligado diretamente ao preço quando se pensa em termos de consumidores finais. Na opinião das fontes ouvidas, a popularização e, consequentemente, aumento no volume de vendas deve levar à redução de preços desse veículo. Por enquanto, ele ainda é considerado muito caro para o padrão brasileiro.

Dois exemplos vêm de montadoras que anunciaram seus modelos 100% elétricos para o mercado nacional, a Nissan e a GM, ambas no Salão do Automóvel que aconteceu em novembro de 2018. Os valores dos veículos são equivalentes. No caso da japonesa, o Leaf começou a pré-venda a pouco mais de R$ 178 mil, enquanto o Bolt da norte-americana está com um preço anunciado de R$ 175 mil. Ambas empresas reconhecem esse aspecto limitador de venda, mas destacam que ainda assim o mercado vem respondendo positivamente.

Leaf, da Nissan, já está em pré-venda desde o final de 2018. Imagem: Divulgação/Nissa

No caso da montadora japonesa, a aposta está em dois públicos principais para a segunda geração de seu produto que já nasceu para ser elétrico. Segundo o diretor de comunicação da empresa, Rogério Louro, são pessoas que procuram estar na vanguarda da tecnologia e experimentar o novo. Outro grupo é de consumidores que conhecem o conceito, têm a conscientização ambiental e se preocupam com seu impacto na sociedade.

Ele avalia a resposta ao lançamento do veículo como positiva. Até semana passada eram 15 confirmações de clientes e diversas consultas. Apesar de em termos de volume não representar uma grande quantidade é considerado positivo para o mercado nacional. “Não havia uma expectativa oficial por estarmos em um momento de criação de um nicho de mercado”, pontuou o executivo, lembrando que a companhia tem a meta de vender globalmente 1 milhão de unidades movidos a energia elétrica ao ano a partir de 2022.

No caso da norte-americana General Motors, a apresentação de seu modelo elétrico também ocorreu por aqui no Salão do Automóvel. Diferentemente da Nissan, a GM ainda não iniciou a pré-venda do Bolt que já foi anunciado para ser comercializado no país. Mas essa ação deverá ser colocada em prática ainda no primeiro semestre do ano, contou o diretor de Marketing e Produto da empresa, Rodrigo Fioco.

Um dos maiores problemas foi o de equacionar o custo das baterias que é o principal elemento do ponto de vista da indústria por atuar diretamente na autonomia do veículo, questão que está aparentemente resolvida.

Autonomia e escala

Problemas referentes à autonomia e escala são fundamentais para o desenvolvimento do mercado em um estágio inicial de vida como é o caso do brasileiro. Incentivos econômicos e não econômicos são saídas para aumentar a participação no país. Nesse primeiro grupo poderia existir uma equivalência em termos de tributos e isenções ou descontos no IPVA. Já os considerados não econômicos envolvem ações como a liberação da circulação desses automóveis em vias que são normalmente proibidas, como corredores exclusivos de ônibus ou áreas de rodízio, como os existentes em São Paulo.

Outra forma de estimular a escala passa pelo incentivo do uso dos VEs por empresas que usam o veículo em suas operações, ente elas locadoras, empresas de telefonia, distribuidoras de energia, transporte público e de entregas. Até porque, essa modalidade de veículo é vista como natural para o meio urbano por conta de suas características mais intrínsecas, o quase inexistente nível de ruído e ausência de emissões de poluentes.

Algumas iniciativas nesse sentido começam a surgir. Uma delas é a parceria entre a VW Caminhões e a Ambev que fecharam um acordo para que em cinco anos coloquem em circulação 1,6 mil unidades do modelo e-Delivery, uma versão elétrica deste modelo que a fabricante de bebidas utiliza.

Segundo o vice-presidente de Planejamento de Produto, Estratégia Corporativa e Digitalização da VW Caminhões, Leandro Siqueira, destacou que além dos atributos ambientais o veículo a propulsão elétrica tem como característica ser muito mais eficiente que aqueles a combustão. Os mais modernos a combustível fóssil estão na ordem de 40% contra 90% dos elétricos.

A opção por desenvolver uma versão elétrica do Delivery, veículo de entrega de carga urbana, veio em função da visão de um futuro onde a eletrificação da mobilidade é um caminho sem volta. Além disso, o uso desse veículo de rodar em cidades acumulando baixa quilometragem ao final do dia abriu naturalmente o caminho para que o centro de desenvolvimento da companhia buscasse essa alternativa de motorização, pois a autonomia não precisaria ser muito grande nesse caso.

A parceria com a Ambev já resultou em dois veículos em circulação para estudo dos resultados e aprimoramentos do produto e assuntos correlacionados como carregamento, operação e mercado. A produção em série é prevista para 2020 e em 2021 a produção deverá ser acelerada. A expectativa da montadora é de que em breve tenha novos acordos ou contrato com outros clientes.

Ainda no que tange à eletrificação em centros urbanos, outro caminho para sua popularização está no transporte público por meio de ônibus, uma vez que os trens já são em sua grande maioria movidos a energia elétrica. São Paulo pode ser um dos grandes exemplos caso a licitação desse serviço saia do papel algum dia. A ideia vem pela exigência de uma parcela de veículos híbridos ou elétricos nesta que é uma das maiores frotas do mundo. Entre idas e vindas a licitação vem sendo discutida e suspensa pelo Tribunal de Contas do Município e, mais recentemente, pela Justiça desde 2013.

A chinesa BYD comemorou recentemente a marca de 50 mil ônibus elétricos comercializados em todo o mundo. Por aqui a presença nesse segmento ainda é tímido. A empresa possui uma fábrica na região de Campinas e acredita que esse nicho de mercado tende a crescer. O diretor de marketing, Sustentabilidade e Novos Negócios da subsidiária brasileira, Adalberto Maluf, toma como exemplo o caso de diversas cidades chinesas que tomaram frente para a expansão da mobilidade elétrica por meio de suas prerrogativas legais, como exigir coleta de resíduos ou no transporte público para ser o primeiro passo para o desenvolvimento de um ambiente favorável à inserção do VE.

No Brasil, a empresa já entregou 15 unidades de ônibus elétricos na cidade de São Paulo. Considerando que a frota é de 15 mil unidades, representa apenas 0,001% do total. Na América do Sul a capital paulista fica atrás de Santiago, que possui pelo menos 100 unidades, Medellín com 64, Quito no Equador com 20. Contudo, ele se mostra otimista.

“Devagar os projetos começam a sair do papel. A dinâmica do mercado começa assim mesmo, devagar e começa a crescer”, explicou ele citando o caso da operação da BYD nos Estados Unidos. “Na Califórnia, começamos com a venda de 20 unidades, depois mais 50 e hoje já são 350, é um processo que, obviamente, depende de operadores públicos”, destacou ele, lembrando que esse mercado não se limita apenas à venda, mas inclui ainda os serviços a esses grandes clientes como forma de ampliar negócios.

Frota de ônibus elétricos da BYD Santiago. Imagem: Divulgação Enel X

Maluf acredita que a maturidade do mercado nacional de veículos elétricos deverá começar a ser vista em um período entre 3 e 5 anos. Ele cita um estudo da Agência Internacional de Energia que aponta 2022 como o ano em que o preço desse componente viabilizará o veículo para quem roda pelo menos 50 quilômetros por dia. “As coisas estão andando até mais rápido do que imaginamos”, definiu.

Em termos de expansão de mercado, os dois últimos anos foram os de crescimento mais acelerado do mercado nacional. Em 2017 foram registradas 3.297 unidades e em 2018 houve crescimento de 20,4%, para 3.970 unidades. Os dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), divulgados no início do mês. Apesar desse crescimento, representou 0,2% de participação em um mercado de mais de 2,8 milhões de unidades.

O presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos, Ricardo Guggisberg, comentou que o país alcançou uma frota de pouco mais de 10,6 mil unidades. Esse desempenho, destacou, vem a reboque das medidas tomadas no ano passado em relação à redução do IPI e de IPVA, o desenvolvimento da infraestrutura no país. Tudo isso, continuou ele, vem colaborando para o incremento da eletromobilidade no país. E ainda que nesse mercado é necessário ainda considerar os patinetes e bicicletas elétricas que vêm ganhando destaque em grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro.

Infraestrutura preparada

Do lado das distribuidoras, a visão é de que atender a esse mercado pode ser um bom negócio. Tanto que há pelo menos quatro empresas se preparando para um futuro próximo. A CPFL, EDP, Copel e Enel, cada uma com iniciativas em suas regiões de concessão e contíguas a estas por meio de eletrovias, citadas mais acima. Essas ações foram iniciadas antes da aprovação da regulamentação sobre a recarga de veículos elétricos por parte da Agência Nacional de Energia Elétrica em 19 de junho do ano passado por meio da resolução normativa 819/2018. A agência reguladora optou por uma regulamentação mínima do tema, que evita a interferência da atividade nos processos tarifários dos consumidores de energia elétrica, quando o serviço for prestado por distribuidora.

A regulamentação teria como principal objetivo reduzir a incerteza aos que desejam investir no desenvolvimento da infraestrutura de recarga dos veículos elétricos. Essa a Aneel começou a eliminar eventuais barreiras para o desenvolvimento desse mercado. E ainda que a norma garantiria que o empreendedor investisse nas instalações de recarga sem medo de surpresas regulatórias posteriores.

A paulista CPFL foi uma das primeiras distribuidoras no país a estudar o mundo do veículo elétrico. Hoje a empresa concentra dados que permitem afirmar que o impacto não é relevante sobre a rede de distribuição do país. Entre os pontos que baseiam a afirmação está o fato de que a curva de crescimento dos VEs no país acontecerá de forma suave. Esse fator só será mais um item que as distribuidoras terão que incluir em seus cálculos rotineiros de projeção de demanda futura.

“A gente avaliou lá atrás o impacto do VE na rede e com os dados recentes mantemos a conclusão: que do ponto de vista de consumo de energia no país o impacto tende a ser pequeno e não causará risco à gestão global do suprimento”, afirmou Rafael Lazzaretti, diretor de Estratégia e Inovação da CPFL Energia.

De acordo com dados da companhia, a estimativa é de que em 2020 a frota alcance cerca de 60 milhões de veículos e os elétricos não representem nem 0,01% do total. Cinco anos depois com 0,2% de participação em uma frota total de 71 milhões, o consumo de energia deve ficar em 21,3 MW médios. Esse consumo aumentaria a 311,6 MW médios em 2030 caso o crescimento da participação dos VEs chegue a 2,1% do mercado de veículos no Brasil, alcançando 1,8 milhão de unidades.

Mesmo com o crescimento do consumo, o detalhe é que a demanda estará concentrada em dois momentos ou na residência ou no local de trabalho das pessoas. Esses locais representam 80% do consumo e no primeiro caso ocorre no horário de menor consumo, ao longo da noite e não no pico de consumo. E ainda deve-se considerar ainda o avanço da geração distribuída no país, que vai trazer mais capacidade de absorção dos picos de carga. “Esses são fatos novos que mantêm a conclusão de que a rede e o sistema consegue suprir a demanda ao ponto de o setor elétrico continuar saudável e tranquilo com o aumento da participação do carro elétrico”, acrescentou.

Na avaliação de Nuno Pinto, gestor executivo de Serviços B2C da EDP no Brasil, o avanço deste mercado traz oportunidades de novos negócios. O mais óbvio é o carregamento de veículos, conforme a regulamentação da Aneel do ano passado. Aliás, em sua opinião essa regra colocou o Brasil em uma posição à frente do que se poderia imaginar. “Para se ter uma ideia, essa questão em Portugal foi deliberada apenas em novembro de 2018, ou seja, o Brasil avançou mais do que lá, onde o mercado é mais desenvolvido”, destacou. Para ele, o mercado avançará rápido a ponto de em cinco anos carros a combustão encontrarem problemas para serem vendidos quando comparados a elétricos.

“Tenho a impressão de que este ano será o da chegada de portfólio de produtos com várias montadoras lançando seus modelos e em 2020 o ano da aceleração das vendas”, estimou o executivo da EDP. Para ele o que é necessário nesse momento é focar na educação do consumidor nacional sobre as características dos veículos elétricos. Neste campo a companhia lançou um aplicativo também disponível no Brasil para smartphones IOS e Android. Chamado de edp ev.x (sigla em inglês para experiência em veículo elétrico), traz informações comparativas sobre o custo que se teria em um VE em determinada viagem. “A questão da educação é importantíssima”, constatou ele, que citou a necessidade dos incentivos econômicos e não econômicos como forma de alavancagem do mercado local.

Simone Tripepi, executivo chefe da Enel X na America do Sul, corroborou que o mercado de veículos elétricos está crescendo mais do que o esperado graças à evolução tecnológica e à queda do preço das baterias de ion de lítio. Mas lembrou que o Brasil ainda carece de um mercado, por aqui está em fase inicial, com os primeiros lançamentos previstos para este ano.

Segundo ele, um marco regulatório adequado é importante para promover o desenvolvimento de um mercado de mobilidade elétrica no país. A empresa participou da discussão que levou à adoção do modelo de cobrança pelo serviço de carregamento dos VEs não apenas pelas distribuidoras. “A Enel também participou de outras iniciativas relacionadas à mobilidade elétrica no Brasil. Por exemplo, participamos do projeto Vamo, em Fortaleza, lançado em 2016, que foi o primeiro sistema de compartilhamento de carros elétricos do país, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza e a universidade Unifor. O projeto conta com 20 carros e 18 estações de recarga. Até agora, o projeto atingiu o número de 2,8 mil viagens e 6 mil horas de uso”, relatou.

Com o avanço do segmento o plano da companhia é o de focar na infraestrutura de recarga para o transporte público de eletricidade, bem como em serviços de cobrança públicos e privados e planeja fornecer as soluções de hardware e software para carregamento inteligente e soluções de cidades inteligentes.

Regulação

Em temos de legislação para o estabelecimento das empresas e dos serviços para o mercado o advogado especialista no setor de energia elétrica do escritório ASBZ, Daniel do Valle, afirma que o cenário atual atende a demanda, até porque lembrou, ainda é um mercado em uma fase primária de desenvolvimento. Segundo ele, somente se houver um peso maior dos veículos elétricos sobre o SIN é que vê a necessidade de uma regulação mais pesada. Ele afirmou que há muitas ideias a serem avaliadas no futuro quanto a este tema e exemplifica a preocupação quanto ao fato de o carro elétrico possibilitar a transferência da carga de uma região onde ele abastecer para outra, caso mude de área de concessão. “Isso pode ser um problema quando houver escala”, destacou. “Mas neste momento é mais adequado deixar o mercado se autorregular, a atuação deve chegar quando tivermos mais desses veículos”, acrescentou.

Procurada, a Agência Nacional de Energia Elétrica afirmou que a eletromobilidade surge com uma gama de novos produtos e serviços em construção, na medida em que o consumo de combustíveis fósseis se desloca para o aumento de consumo de eletricidade. E daí surge a demanda por novas regulamentações.

A agência reguladora apontou que além da resolução 819, lançou a Consulta Pública n° 19 para a Chamada de Projetos Estratégicos no tema de ‘Soluções em Mobilidade Elétrica’, para que as empresas reguladas do setor elétrico que têm obrigação de atendimento aos Programas de P&D e Eficiência Energética desenvolvam estudos aplicados ao tema, com geração de soluções com inserção no mercado. A Aneel relatou que o processo de consulta pública recebeu 322 contribuições e que está consolidando os dados para divulgar o Edital definitivo.

Voltando a Santiago, ao final dos 45 minutos mais uma volta, tempo de duração da corrida, o vencedor foi o britânico, Sam Bird, seguido por um egresso da Formula 1, o alemão Pascal Wehrlein e em terceiro lugar, outro alemão, Daniel Abt, da equipe campeã do ano passado, a Audi Sport ABT Schaeffler. O piloto brasileiro mais bem colocado foi Nelson Piquet Jr, filho do tricampeão da F-1, em 11º lugar. Lucas Di Grassi, apesar de ter sido o mais rápido na classificação para a largada foi punido e largou em último, escalou o pelotão e chegou em 9º, mas foi novamente punido por ter causado um acidente, terminando assim em 12º. Felipe Massa, em sua terceira corrida pela categoria, abandonou novamente a disputa por ter se envolvido em um acidente.

As atenções em termos de disputa agora se voltam para a próxima etapa que acontecerá na Cidade do México, em 16 de fevereiro. Mas, sempre com o objetivo de olhar mais à frente, para o futuro da mobilidade em todo o mundo.

Créditos da matéria:  Canal Energia

Créditos da imagem: Germain Hazard / DPPI

Confira a matéria na íntegra.

Árvore Eletrônica

A Sologic, startup israelense que trabalha com produtos que fornecem energia solar aos consumidores, desenvolveu a eTree, a árvore que não produz oxigênio, mas sim energia limpa e outros benefícios. Confira mais na matéria:

Leia mais

Supermercado promove coleta de lâmpada

Descarte correto evita a contaminação do meio ambiente

A rede de supermercados Extra começou a instalar pontos de descarte de lâmpadas sem uso em agosto do ano passado e depois de um ano, o projeto recolheu mais de 44 mil lâmpadas, equivalente a seis toneladas.

A maioria das lâmpadas convencionais tem substâncias como mercúrio e se não forem descartadas corretamente podem causar contaminação de solo e água. O objetivo do projeto é colaborar para o descarte sustentável deste tipo de resíduo.

Os coletores são instalados pela empresa Reciclus, operadora logística, que as envia para a unidade de tratamento, separa os tipos de lâmpada, descontamina os resíduos e manda para reciclagem.

Até agora são 48 postos instalados em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Maceió, Curitiba e Cuiabá. A expectativa é ampliar o projeto até o final do ano.

Créditos da matéria: Portal Eco Informe

Créditos da imagens: Divulgação 

Confira a matéria na íntegra.