Árvore Eletrônica

A Sologic, startup israelense que trabalha com produtos que fornecem energia solar aos consumidores, desenvolveu a eTree, a árvore que não produz oxigênio, mas sim energia limpa e outros benefícios. Confira mais na matéria:

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Supermercado promove coleta de lâmpada

Descarte correto evita a contaminação do meio ambiente

A rede de supermercados Extra começou a instalar pontos de descarte de lâmpadas sem uso em agosto do ano passado e depois de um ano, o projeto recolheu mais de 44 mil lâmpadas, equivalente a seis toneladas.

A maioria das lâmpadas convencionais tem substâncias como mercúrio e se não forem descartadas corretamente podem causar contaminação de solo e água. O objetivo do projeto é colaborar para o descarte sustentável deste tipo de resíduo.

Os coletores são instalados pela empresa Reciclus, operadora logística, que as envia para a unidade de tratamento, separa os tipos de lâmpada, descontamina os resíduos e manda para reciclagem.

Até agora são 48 postos instalados em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Maceió, Curitiba e Cuiabá. A expectativa é ampliar o projeto até o final do ano.

Créditos da matéria: Portal Eco Informe

Créditos da imagens: Divulgação 

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5 projetos incríveis de economia de energia que podem mudar o mundo

A gente só dá valor à energia quando a luz acaba. Nesse momento, o computador só funciona graças à bateria, a internet “morre” e descobrimos que não tem muita coisa para se fazer sem a ajuda da eletricidade. Mas você já parou para pensar de onde vem a energia e como ela afeta o meio ambiente?

Vivemos em um período de crise energética, em que a demanda é alta e os meios de produção de eletricidade nem sempre são os mais sustentáveis. Por isso, a busca por fontes de energia limpae métodos para economia de energia estão em alta. Essa jornada pela eficiência energética e pelo zelo ao meio ambiente é, em boa parte, potencializada pela tecnologia e por soluções no mínimo criativas.

Conheça algumas delas:

1. OrbSys: o chuveiro que recicla a água do banho e gasta menos energia

Para economizar água e energia elétrica, banhos curtos sempre foram a principal recomendação. Mas o designer sueco Mehrdad Mahdjoubi foi além e buscou na tecnologia uma solução mais eficiente para tornar o banho sustentável. Trata-se do OrbSys, um chuveiro capaz de reciclar a água utilizada, economizando até 90% da água e 80% da energia gastas.

Com um sistema de purificação integrado, é possível remover as impurezas da água que cai no ralo, fazendo com que ela possa ser usada várias vezes durante o banho.

Com um sistema de purificação integrado, é possível remover as impurezas da água que cai no ralo, fazendo com que ela possa ser usada várias vezes durante o banho.

2. Solar Impulse 2: o avião movido a energia solar

A energia solar é um dos mais promissores tipos de energia limpa. Para provar isso, a dupla de pilotos suíços Bertrand Piccard e André Borschberg topou o desafio de dar a volta ao mundo a bordo do Solar Impulse 2, um moderno avião de pequeno porte que usa como fonte exclusiva de energia os raios solares captados por suas 17 mil placas fotovoltaicas.

Enquanto voa em altas altitudes, o Solar Impulse 2 capta energia e a armazena em baterias de lítio.

Enquanto voa em altas altitudes, o Solar Impulse 2 capta energia e a armazena em baterias de lítio. Quando anoitece, os motores são desligados e o avião plana até chegar a um limite de altitude. Nesse ponto, os motores são ligados novamente, usando a energia acumulada na bateria até que o dia amanheça e os raios solares possam ser captados novamente, repetindo o ciclo.

3. Estação de metrô no DF é a primeira da América Latina a usar energia solar

No Brasil, mais precisamente no Distrito Federal, a energia solar também tem se destacado. A estação de metrô Guariroba, em Ceilândia, vai ganhar painéis solares, cuja energia gerada será utilizada para abastecer a bilheteria e as plataformas da estação.Estação de metrô no DF é a primeira da América Latina a usar energia solar

Estação de metrô no DF é a primeira da América Latina a usar energia solar

A Metrô-DF, companhia responsável pelo metrô, pretende instalar o sistema também nas outras 23 estações, o que reduziria o gasto de eletricidade em até 20%. Este é o primeiro exemplo na América Latina a usar energia elétrica para abastecer estações de metrô.

4. Starpath: o caminho inteligente que usa a luz do sol para brilhar

A iluminação noturna nas cidades é uma questão de segurança, mas não se pode ignorar o fato de que muita eletricidade acaba sendo consumida em vão. Como uma solução parcial para esse problema foi desenvolvido o Starpath, um produto que pode ser aplicado a qualquer tipo de piso e que consegue absorver os raios ultra-violetas, transformando-os em energia, que é absorvida pelo material e utilizada apenas quando anoitece.

A empresa britânica Pro-Teq, criadora do produto, já está fazendo testes em um caminho em Cambridge, no Reino Unido.

Starpath: o caminho inteligente que usa a luz do sol para brilhar

5. A sala de aula que produz quatro vezes mais energia do que consome

Geralmente, edifícios usam painéis solares para suprir parte da demanda por energia. Mas no caso desta escola projetada para a cidade de Ewa Beach, no Havaí (EUA), a história é justamente o contrário: a partir dos painéis, será gerada quatro vezes mais energia do que as salas de aula precisam para funcionar.

Para conseguir isso, os arquitetos usaram a própria estrutura das salas para garantir uma otimização da luz natural e da ventilação, evitando gastos com ar condicionado ou ventiladores e luz. Incrível, hein?

Além de serem ótimas para o meio ambiente, tecnologias que economizam energia também tornam a nossa vida mais prática. Se você tem um notebook antigo, de quatro ou cinco anos atrás, sabe que é um estorvo precisar levar o carregador a todos os lugares, afinal, a bateria não dura quase nada.

Mas com os novos processadores Intel da 5a geração, a história muda. Eles usam até 50% menos de energia se comparado aos processadores de quatro anos atrás e não exigem ventoinhas para a refrigeração. Na prática, isso significa que é possível passar o dia todo sem precisar carregar a bateria do notebook. É o caso do Ultrabook 2 em 1 Latitude 13 7000, da Dell, que usa o processador Intel Core M da 5a Geração, oferecendo duas vezes mais velocidade e economia de energia, além de ser leve e superfino.

Essa evolução de eficiência energética, performance e tamanho dos processadores acontece em sincronia com a chamada Lei de Moore. Em 1965, o engenheiro Gordon observou que o número de transistores, as estruturas que formam os processadores, em um chip tende a dobrar a cada 18 meses, aumentando sua capacidade de processamento em 100%.

Isso quer dizer que, se um smartphone Android com processador Intel fosse construído em 1971, apenas o microprocessador do telefone iria ocupar a vaga de um carro. Ou então, se a Lei de Moore fosse aplicada à a viagem para a Lua de 1969, que durou três dias, hoje ela levaria cerca de um minuto para ser completada. Entendeu o que pode vir por aí?

A Intel, não só caminha lado a lado com a Lei de Moore e com a economia de energia, trazendo processadores ainda mais eficientes para o mercado, como também faz sua parte ao não comprar minerais provindos de áreas de conflito para produzir seus processadores. Em vários países, como a República Democrática do Congo, minerais como o ouro, o estanho, o cobalto e o cobre são explorados ilegalmente por grupos armados, que usam o dinheiro dessas negociações para alimentar guerras civis e violar os direitos humanos. E isso a Intel não financia. Afinal, para criar tecnologias inovadoras de verdade é preciso ter respeito com o meio ambiente e com as pessoas.

Créditos da matéria: Hypeness

Créditos da imagens: Divulgação – Diversos.

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Maior usina solar em supermercado é inaugurada em Santa Catarina

A usina conta com 1680 módulos solares fotovoltaicos na cobertura da loja.

O setor supermercadista brasileiro acaba de ganhar a maior usina solar do segmento, inaugurada no Condor América Joinville, em Santa Catarina, no dia 31 de julho. Projetada e executada pela Domínio Solar, a usina conta com 1680 módulos solares fotovoltaicos na cobertura da loja, capazes de gerar 780000 kWh por ano, o suficiente para abastecer 325 residências, e ainda contribui para preservar o meio ambiente com a redução de 230 toneladas de CO2 por ano.

Durante a inauguração, o presidente da Domínio Solar, César Augusto, entregou ao presidente do Condor Super Center, Pedro Joanir Zonta, um troféu por ter conquistado o feito de inaugurar a maior usina solar do setor supermercadista.

“Devemos reconhecer e homenagear os empresários que investem em tecnologias limpas e sustentáveis. Mais do que o retorno financeiro para o negócio, a energia solar possui diversos benefícios para o meio ambiente e para as gerações futuras”, diz César.

Outros projetos

Este já é o terceiro projeto realizado pela Domínio Solar para o Condor. Um dos projetos da empresa para a Rede Condor foi a unidade Santa Quitéria, localizado em Curitiba, que utiliza 1422 módulos solares na cobertura da loja. A economia tem sido grande, com uma geração solar total acima de 113000 kWh e redução da emissão de 86 toneladas de CO2 desde a homologação do projeto solar.

A Domínio Solar presta assessoria desde o projeto arquitetônico, passando pelos projetos de engenharia e instalação do sistema completo. Com projetos implantados em sete estados da federação: SC, PR, SP, MS, GO, MT, RO, a empresa projeta um incremento de 300% em 2018.

“A energia solar é uma tendência que veio para ficar, com capacidade para minimizar as carências e problemas de planejamento do setor energético do nosso país”.

Outras fontes de energia

Inundações de grandes áreas e dificuldade de licenças ambientais vem tornando os projetos de hidrelétricas cada vez mais inviáveis. Em relação às termelétricas a diesel, por exemplo, o problema é ainda mais grave, pois além de ser uma energia “suja”, tem seus preços oscilando com a variação cambial e as altas do custo do petróleo. Além disso, o país vem sofrendo reajustes no preço da energia elétrica muito acima da inflação, comprometendo o orçamento das famílias e empresas.

As mais de 30 mil empresas e residências que já optaram pela energia solar vem comprovando o ótimo investimento, com retorno na casa de 4 a 6 anos, com vida útil do sistema superior a 30 anos, com baixíssimo custo de operação, basicamente limpeza do módulos solares.

Créditos da imagem: Divulgação

Créditos da matéria: Portal Ciclo Vivo

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Cuiabá terá 82 pontos de ônibus em contêineres com energia solar e jardim suspenso

Os abrigos ainda vão contar com uma mini biblioteca de livros.

prefeitura de Cuiabá inaugurou o primeiro ponto de espera de ônibus construído a partir do reaproveitamento de contêineres.

O abrigo foi construído em um modelo público-privado, onde as empresas Pantanal Shopping e a Edificatto Arquitetura cederam a parada de ônibus para a prefeitura, em troca da exploração publicitária do espaço.

Através do programa “Adote um Abrigo”, a prefeitura pretende estender este modelo para outros 82 espaços de diferentes regiões da cidade, onde exista um grande número de passageiros por dia.

Abrigo em contêineres

Para serem transformados em abrigos, os contêineres, que antes seriam descartados, passam por um intenso processo de restauração de suas estruturas, incluindo pintura, plotagem e a instalação de um jardim suspenso com plantas ornamentais, que ajudam no isolamento térmico e deixam a cidade um pouco mais verde. Após reformada, a estrutura tem garantia de pelo menos mais 15 anos de vida útil.

Projetados para conferir conforto aliado a um sistema totalmente planejado em respeito às atuais problemáticas ambientais, os abrigos ainda terão placas solares, pontos de recarga de celulares com USB, além de micro bibliotecas. Com acessibilidade planejada e conforto, o espaço ainda conta com painéis de LED com informações atualizadas dos ônibus que utilizam aquele ponto de parada.

Foto: Gustavo Duarte / Prefeitura de Cuiabá Adote um abrigo

Todos os pontos serão construídos por meio do processo de chamamento público, no qual a iniciativa privada é incentivada a aderir à política denominada “adote um abrigo”. Com essa dinâmica, empresas conquistam o direito legal de explorar o espaço com o uso de publicidade, à medida que também assumem a responsabilidade de zelar pelo lugar, com as devidas manutenções necessárias.

Com o prazo mínimo de cinco anos para exploração, é possível que esse período seja prolongado conforme a legalidade dos trâmites institucionais.

O projeto conta com um investimento de aproximadamente R$ 70 mil por parte do investidor, que, em contrapartida, tem assegurado o direito de explorar publicitariamente a estrutura.

“Estamos diante de uma nova era, onde a sustentabilidade já não é uma simples vertente perceptiva do mundo, mas sim um novo modelo de gestão de metrópoles e países inteiros. A reutilização de contêineres que seriam descartados no meio ambiente garante muito mais que uma nova vida à estruturas até então ‘mortas’, contribuindo diretamente para a redução na produção de resíduos sólidos que demoram décadas a fio para sua degradação. Queremos ser parte da solução global que pensa no desenvolvimento integrado, aliando alta tecnologia com desempenho e materiais sustentáveis. E é valioso saber que em tão pouco tempo este nosso trabalho tem ganhado proporções grandiosas. Queremos inspirar outras capitais e estados, com a certeza de que uma boa e viável ideia precisa ser repetida sucessivamente, criando um coro de mudanças conjuntas efetivas. É motivo de muita alegria para nós, vermos que nossas iniciativas estão servindo de bons exemplos para o país”, refletiu o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro.

Créditos da matéria: Ciclo Vivo.

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BNDES concederá empréstimos para energia solar doméstica

A implantação de sistemas de geração de energia solar permitirá aos consumidores reduzirem gastos com a conta de luz.

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou mudanças que vão beneficiar quem sonha com energia solar em casa.

Por meio do Programa Fundo Climaagora pessoas físicas terão acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração. Se enquadram nestes casos: placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradores a biogás e equipamentos necessários.

Os recursos poderão ser contratados em operações indiretas somente por meio de bancos públicos.

Energia solar e economia

A implantação de energia alternativa permitirá aos consumidores reduzirem gastos com a conta de luz. Isso porque passarão a comprar menos energia da concessionária. Além disso, poderão fazer até uma conta corrente de energia vendendo o excedente para a distribuidora.

Em suma, os benefícios se estendem para toda a rede pública. Com a geração distribuída todo o sistema elétrico ganha, pois o risco de interrupção do fornecimento de energia será reduzido.

Condições do BNDES

Os limites do Fundo Clima podem chegar a R$ 30 milhões a cada 12 meses por beneficiário. Dessa forma, tanto para pessoas físicas quanto para pessoas jurídicas, o custo financeiro do Fundo Clima é reduzido.

Para renda anual até R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano, e a remuneração do BNDES é de 0,9% ao ano. Para renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo é de 0,1% ao ano, e a remuneração do BNDES é de 1,4% ao ano.

A remuneração dos agentes financeiros é limitada até 3% ao ano. Uma vez aplicada a remuneração máxima definida pelos bancos públicos, as taxas finais passam a ser as seguintes: para renda anual até R$ 90 milhões, o custo final é de 4,03% ao ano; para renda anual acima de R$ 90 milhões, o custo final é de 4,55% ao ano.

O programa permite carência de 3 a 24 meses, com prazo máximo de 144 meses. A vigência para adesão vai até 28 de dezembro de 2018.

Fundo

O Fundo Clima é destinado a iniciativas inovadoras, como projetos de mobilidade urbana e energias renováveis.Objetivo é financiar produções e aquisições de eficiência energética ou que contribuam para a redução de poluentes.

Créditos da matéria: Ciclo Vivo. 

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Centro de Inovação em Novas Energias é criado em São Paulo

Uma nova parceria anunciada nesta semana pretende colocar o Brasil entre a vanguarda das pesquisas em novas fontes de armazenamento de energia e conversão de energia limpa.

Publicado em 28 de maio. 

A criação do Centro de Inovação em Novas Energias (CINE) é resultado de uma parceria que envolve as universidades Estadual de Campinas (Unicamp) e de São Paulo (USP), o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), a FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) e a empresa Shell.

O objetivo do CINE é desenvolver novos dispositivos de armazenamento de energia com emissão zero de gases de efeito estufa (ou próximo de zero) e que utilizem como combustível fontes renováveis, além de novas rotas tecnológicas para converter metano em produtos químicos, entre outros objetivos. O centro receberá investimento de R$ 110 milhões em cinco anos.

A Unicamp, USP e Ipen aportarão R$ 53 milhões como contrapartida econômica, na forma de salários de pesquisadores e de pessoal de apoio, infraestrutura e instalações. A Shell aportará um total de até R$ 34,7 milhões, enquanto a FAPESP reservou um investimento de R$ 23,14 milhões.

Transferência de tecnologia

O CINE terá quatro divisões de pesquisa, com sedes na Unicamp (Armazenamento Avançado de Energia e Portadores Densos de Energia), na USP (Ciência de Materiais e Químicas Computacionais) e no Ipen (Rota Sustentável para a Conversão de Metano com Tecnologias Químicas Avançadas), e que desenvolverão, ao todo, 20 projetos.

missão do centro será produzir conhecimento na fronteira da pesquisa e, paralelamente, transferir tecnologia para o setor empresarial. As pesquisas poderão gerar resultados que serão usados pela Shell para gerar startups ou firmar parcerias com outras empresas.

A FAPESP já apoia Centros de Pesquisa em Engenharia em parceria com as empresas GSK, com sedes na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e no Instituto Butantan; outro com a Shell, instalado na Escola Politécnica da USP; com a Peugeot Citroën, na Unicamp; e mais um com a Natura, na USP.

Estão em vias de serem constituídos outros centros em parceria com: Embrapa, em mudanças climáticas; Statoil, em gerenciamento de reservatórios e produção de petróleo e gás; Usina São Martinho, em medidas sustentáveis para o controle de doenças que afetam a cana-de-açúcar; Koppert, no controle biológico de pragas.

Créditos da imagem: Divulgação.

Créditos da matéria: Site Inovação Tecnológica.

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Jardins de chuva estão surgindo pela cidade de São Paulo

Um grupo de ativistas ambientais estão literalmente quebrando o asfalto e o concreto para não apenas deixar São Paulo mais verde, como também um pouco mais permeável. Para isso, estão utilizando uma técnica simples de permacultura e desenho urbano, os jardins de chuva.

A solução é bastante óbvia, porém raramente utilizada. O jardim de chuva foi criado pelo africano Phiri Maseko, conhecido por ser “o homem que plantava chuva”. Desde então, o método foi espalhado e aprimorado em diferentes lugares do mundo.

Um dos destaques é a cidade de Tucson, no deserto do Arizona, EUA, onde a aplicação dos jardins de chuva transformou completamente um bairro.

Como funciona um jardim de chuva

Os canteiros de chuva são construídos em um nível ligeiramente mais baixo que as calçadas e ruas, permitindo assim a entrada e o acúmulo de água. Para ele funcionar na estrutura das cidades, é necessário criar aberturas no meio fio, que podem ser feitas por canos ou com um simples espaçamento entre as barreiras de concreto.

É importante escolher uma vegetação mais resiliente e nativa, que suporte receber muita água por um tempo e pouca água no período de seca. Desta forma, o canteiro se torna autossustentável, não havendo a necessidade de rega. O ideal é cobrir o canteiro com pedra ou madeira, eles mantêm a umidade do solo e também não deixam que a terra seja levada pela água durante as enxurradas.

Plantando chuva em São Paulo

Nik Sabey é um dos responsáveis pelos primeiros jardins de chuva da cidade. Ele já deixava a cidade mais verde com seu projeto  Novas Árvores por Aí, porém, depois que descobriu a técnica do jardim de chuva com o engenheiro Guilherme Castagna, não viu mais sentido em criar canteiros de outra maneira.

“A vontade de plantar já existia e de repente aprendemos uma solução tão óbvia, que não teria por que não aplicar,” disse Sabey em entrevista ao CicloVivo.

“Os benefícios do jardim de chuva são inúmeros. Ele alimenta o lençol freático, irriga as plantas e árvores, poupa água, aumenta a umidade do ar por meio da transpiração das plantas, diminui ilhas de calor e ainda de quebra ajuda a combater enchentes,” ressaltou o ativista.

“Além disso, as árvores crescem muito mais saudáveis, tendo menos chance de serem atacadas por cupins e outras pragas, aumentando assim sua resistência e longevidade.”

Sabey, junto com parceiros, como o botânico Ricardo Cardim e Sérgio Reis, já desenvolveu diversos jardins de chuva em calçadas, canteiros, rotatórias e até mesmo em ruas, literalmente quebrando o asfalto.

Recentemente, ele construiu uma solução bastante interessante no bairro de Moema, um canteiro na rua, paralelo à calçada, onde carros passavam o dia estacionados.

Foram aplicadas ainda chapas de metal para ampliar a calçada, que antes era muito estreita, criando um ambiente muito mais amigável para pedestres e moradores do bairro. O ativista também já transformou rotatórias nos bairros de Pinheiros, Vila Mariana e Mooca.

Ele conta com a ajuda da prefeitura, que autoriza a obra e também quebra o concreto. O restante do trabalho é feito por ele e seus parceiros. Um bom exemplo de aplicação da técnica na cidade é o do Largo das Araucárias, no bairro de Pinheiros.

Lá existia apenas escombros de uma antiga construção e muito entulho. Hoje, é uma linda praça feita pela iniciativa dos ambientalistas que também ganhou um canteiro de chuva.

Neste caso, os ativistas contaram com o projeto da empresa Fluxo Design, que é especialista no assunto.

Redesenhando os jardins e canteiros das cidades

O jardim de chuva é uma ótima solução de urbanismo, pois traz um desenho inteligente para as cidades. Em regiões áridas, ele pode ajudar a trazer o verde e a umidade de volta. Já em locais úmidos, ajuda a reduzir enchentes. Os canteiros de chuva poderiam ser aplicados em larga escala se fossem inclusos como norma nos manuais de obras e manutenção de prefeituras.

Um bom exemplo de sua aplicação em cidades é o projeto de revitalização da vegetação da Marginal do Rio Pinheiros, desenvolvido pelo botânico Ricardo Cardim. Ele utilizou o método ao longo de um canteiro central que divide a via e que irá receber diversas árvores e vegetação nativa, garantindo a irrigação e a recarga do lençol freático na várzea do rio.

“Não faz nenhum sentido impermeabilizar tudo e depois construir um piscinão. Se houvessem muitos canteiros de jardins de chuva, poderíamos facilmente combater as enchentes,” finaliza Sabey.

Confira mais alguns canteiros de chuva pela cidade:

Créditos da matéria: Ciclo Vivo.

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Falta D’Água? Conheça o Dessalinizador Paraibano de Baixo Custo

A falta d’água sempre foi uma realidade no Nordeste brasileiro e a escassez dela está se tornando realidade também em lugares onde ela nunca ou pouco faltou, por exemplo, no Sudeste. A previsão de falta d’água em nível mundial preocupa e muito. O que fazer quando o ouro azul realmente valer ouro?

Transposição de rio é uma solução de alto impacto que, bem por isso, precisa ser muito bem planejada para não piorar a situação. Existem outras soluções como a captação da água da chuva, o reuso d’água além da possibilidade de dessanilinizar a água do mar e torná-la potável para uso humano.

No Brasil, Pernambuco e Natal já testaram ou inauguraram dessalinizadores movidos a energia solar em 2015. Mas agora, a novidade é o premiado projeto da Universidade Estadual da Paraíba que já beneficia 37 famílias em 3 cidades paraibanas, com o baixíssimo custo de R$ 1 mil de produção para um dessalinizador solar.

O projeto recebeu o Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2017. Sob orientação do professor da UEPB, Francisco Loureiro, o dessalinizador fora produzido por estudantes do curso de Agroecologia e por agricultores locais, membros da COONAP (Cooperativa de Trabalho Múltiplo de Apoio às Organizações de Autopromoção). O projeto tem uma cartilha explicativa para todos que quiserem ter acesso à esta tecnologia, poderem implementá-la onde for necessário.

Segundo reportagem do G1 Paraíba, este “dessalinizador foi projetado em uma caixa construída com placas pré-moldadas de concreto, com uma cobertura de vidro, que possibilita a passagem da radiação solar”. O aquecimento da água promove sua desinfecção (elimina germes e bactérias) e a dessalinização ocorre por evaporação da água quente que, entrando em contato com uma superfície resfriada, condensa os sais nela existentes.

Cada unidade do dessalinizador produz um volume de 16 litros de água potável por dia. Novas unidades do dessalinizador já estão se espalhando pelo estado da Paraíba.

O futuro promete

Não é só a Paraíba, o Rio Grande do Norte ou Pernambuco que estão vendo a dessalinização da água com um olho no futuro. A notícia mais recente sobre este método de prover água potável vem do Ceará.

O governo cearense instalou uma unidade de dessalinização da água do mar no litoral de Fortaleza e vem estudando e investindo nesta técnica para levar avante o seu plano de em até 2020 abastecer parte da população de Fortaleza com água do mar, dessalinada e potável.

“A alternativa de futuro que temos é complementar o abastecimento humano com a dessalinização da água do mar. Não temos mais dúvidas disso”, disse o secretário de Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira à reportagem de André Borges do Estadão.

O Rio de Janeiro também esteve sondando com técnicos de Israel e da Espanha, países referências em dessalinização da água, para a solução da crise hídrica que promete amedrontar cada vez mais o país e o mundo.

Créditos da matéria: GreenMe

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Brasil terá 1ª usina de geração de energia por meio de esgoto e lixo orgânico

O mérito é todo do Paraná: o Estado será o primeiro do Brasil a colocar em funcionamento uma usina de geração de biogás, que transformará lodo de esgoto e resíduos orgânicos em eletricidade para abastecer as casas da região.

A companhia de geração de energia CS Bioenergia já possui a Licença de Operação do Instituto Ambiental do Paraná para operar. Segundo a empresa, a usina tem capacidade para produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo, que abastecerá cerca de duas mil residências do Estado.

A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e de concessionárias de coleta de resíduos e produzirá biogás e também biofertilizante para a região. Estima-se que com a iniciativa o Estado do Paraná deixe de descartar, todos os dias, mil m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico em aterros. inspiração vem da Europa (e sobretudo da Alemanha!), onde já existem mais de 14 mil plantas de geração de eletricidade por meio de resíduos orgânicos. Esta será a primeira usina do tipo no Brasil, mas espera-se que seja só o começo e ela também inspire muitas outras pelo país!

Créditos da imagem: Paulo Szostak/Divulgação.

Créditos da matéria: The Greenest Post.

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