O mundo precisa de ideias novas, alternativas para minimizar o impacto no meio ambiente e trazer benefícios para população. O projeto da brasileira de 21 anos chamou a atenção da ONU e ganhou prêmio. Confira mais na matéria:
A brasileira Anna Luisa Beserra, de 21 anos, fundadora do Aqualuz, venceu o Prêmio Jovens Campeões da Terra da ONU Meio Ambiente por desenvolver um dispositivo que purifica, por meio de radiação solar, a água da chuva captada em cisternas.
A falta de água potável é uma realidade que afeta mais de 1 milhão de pessoas no Brasil. Com o filtro Aqualuz, a água de cisternas é purificada por meio de raios solares, e um indicador muda de cor quando o recurso está seguro para o consumo.
A invenção é de baixo custo, fácil manutenção e pode durar até 20 anos. Embora tenha sido testada apenas no Brasil, o dispositivo tem potencial para ser aplicado em outros países. O Aqualuz já distribuiu água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda este ano.
A brasileira Anna Luisa Beserra, de 21 anos, fundadora do Aqualuz, venceu o Prêmio Jovens Campeões da Terra por desenvolver um dispositivo que purifica, por meio de radiação solar, a água da chuva captada em cisternas.
Nos próximos dias, líderes mundiais se reúnem na sede da ONU em Nova Iorque para a Cúpula de Ação Climática e para a Assembleia Geral, abordando temas ambientais e mudanças climáticas nas discussões.
As doenças diarreicas estão entre as principais causas de morte em todo o mundo, sendo diretamente ligadas à falta de água potável e à falta de saneamento e acesso à higiene. Esses problemas atingem principalmente populações jovens, vulneráveis ou que vivem em zonas rurais remotas.
O Aqualuz é um filtro inovador que purifica a água da chuva coletada por cisternas instaladas em áreas rurais, onde a água filtrada não é acessível. Esta realidade afeta mais de 1 milhão de pessoas no Brasil. A água da cisterna é purificada por meio de raios solares e um indicador muda de cor quando o recurso está seguro para o consumo.
“Meu propósito é levar o direito básico à água limpa para as comunidades carentes nas áreas rurais”, afirmou Beserra. “Queremos ajudar a melhorar a vida das pessoas e salvar vidas.”
A invenção é de baixo custo, fácil manutenção e pode durar até 20 anos. Embora tenha sido testada apenas no Brasil, o dispositivo tem potencial para ser aplicado em outros países. O Aqualuz já distribuiu água potável para 265 pessoas e alcançará mais 700 ainda este ano.
“Nosso planeta com estresse hídrico está sofrendo o peso da extração incessante, da poluição e da mudança climática. É vital encontrarmos novas formas de proteger, reciclar e reutilizar este precioso recurso. Tornar a água potável acessível e segura a todos e todas é vital para atingirmos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”, disse a diretora-executiva da ONU Meio Ambiente, Inger Andersen.
Para o presidente empresa alemã Covestro, apoiadora do prêmio, Markus Steilemann, o mundo dos negócios precisa de ideias novas e de uma cultura de startups que enfrentem os desafios ambientais globais, assegurando ao mesmo tempo o crescimento em longo prazo. “Os Jovens Campeões da Terra podem ajudar a alcançar isso e todos na Covestro têm orgulho em apoiá-los. Queremos ajudar a tornar o mundo um lugar melhor.”
Um júri global composto por Markus Steilemann; Joyce Msuya, diretora-executiva adjunta da ONU Meio Ambinete; Arielle Duhaime-Ross, correspondente da VICE News Tonight para ciência e mudanças climáticas; Jayathma Wickramanayake, enviada do secretário-geral da ONU para a juventude; e Kathy Calvin, presidente e diretora-executiva da Fundação das Nações Unidas, selecionou os vencedores e vencedoras entre 35 finalistas regionais de mais de 1.000 candidatos.
No decorrer do próximo ano, as iniciativas inovadoras dos campeões serão documentadas nas mídias sociais por meio de atualizações regulares em notícias e vídeo-blogs.
O prestigioso Prêmio Jovens Campeões da Terra, oferecido pela Covestro, é concedido anualmente pela ONU Meio Ambiente a jovens ambientalistas entre 18 e 30 anos, por suas destacadas ideias em prol do meio ambiente.
Anna Luisa é uma das sete vencedoras de África, América do Norte, América Latina e Caribe, Ásia e Pacífico, Europa e Ásia Ocidental. Os vencedores receberão seu prêmio durante a Cerimônia dos Campeões da Terra em Nova Iorque, no dia 26 de setembro, coincidindo com a reunião anual da Assembleia Geral das Nações Unidas e a Cúpula de Ação Climática.
https://ecoconsciente.com.br/wp-content/uploads/2019/10/Brasileira-vence-prêmio-global-da-ONU.jpg622840Camila Costa/wp-content/uploads/2018/10/logo_ecoconsciente_negativo-1-300x43.pngCamila Costa2019-10-23 17:55:262019-10-24 09:51:24Brasileira vence prêmio global da ONU com solução solar para purificar água
As novas soluções surpreendem e prometem fazer a diferença. A casa ecológica é uma grande ideia, criada a prova de desastres e ambientalmente correta. Confira mais na matéria:
Casas têm formato de cúpula geodésica, resistente a tempestades e ventos fortes, e são feitas de biocerâmica, material resistente ao fogo e que reflete calor.
A empresa americana Geoship desenvolveu uma casa que promete ser sustentável, mais barata e à prova de desastres.
As casas criadas pela empresa são em formato de cúpula geodésica, estrutura arquitetônica usada desde a Antiguidade que consiste em uma forma esférica e barras que formam triângulos. Segundo os fabricantes, esse formato tem propriedades aerodinâmicas que são capazes de aguentar fortes tempestades e rajadas de ventos intensos.
A Geoship também afirma que suas casas geodésicas são resistentes a terremotos. Eles dizem que as junções das colunas com as vigas são pontos vulneráveis em construções tradicionais. Mas os domos de biocerâmica não têm essas conexões, portanto os painéis não se desfazem durante um abalo sísmico.
A construção ainda é à prova de enchentes, já que a biocerâmica é pouco porosa e absorve somente de 2 a 3% de seu próprio peso. O concreto, por outro lado, absorve 20% de seu peso.
As residências são construídas a partir de biocerâmica, material fabricado a partir de minerais e que já é usado há muito tempo em próteses dentárias e ósseas. A biocerâmica também tem as vantagens de ser resistente ao fogo e de refletir cerca de 80% do calor do Sol, reduzindo a necessidade de uso de ar condicionado ou ventiladores quando o clima está quente. A casa também tem aberturas que ajudam o ar entrar e circular, tornando-a ainda mais fresca.
Além disso, o fabricante afirma que as casas emitem menos CO2 em sua produção do que uma residência construída de maneira convencional, e os painéis de biocerâmica que formam a estrutura da residência também sequestram CO2 da atmosfera. A Geoship alega que está estudando se as casas geodésicas podem ser carbono negativas, ou seja, absorver mais gás carbônico do que ela emite em sua construção.
O formato em domo usa metade do material necessário se comparado com uma casa tradicional no formato “retangular”, com a mesma metragem de área útil. Ou seja, também é mais barata para construir.
A ideia de usar o domo geodésico aplicado na habitação foi popularizada pelo arquiteto, designer e inventor americano Buckminster Fuller, que morreu em 1983. Mas o conceito não foi para frente na época.
Segundo reportagem da revista Fast Company, o projeto da Geoship chamou a atenção da Zappos, fabricante de sapatos baseada em Las Vegas, que fechou um acordo com a empresa de arquitetura para desenvolver uma comunidade de casas geodésicas na cidade para ofertá-las gratuitamente para pessoas sem-teto.
A empresa está levantando fundos para começar a construção de suas casas geodésicas, o que deve acontecer daqui a cerca de dois anos. As residências custarão entre US$ 55 mil e US$ 250 mil, dependendo do tamanho.
Na matéria a seguir, uma solução inovadora que traz novos recursos sustentáveis para o planeta, confira:
Uma equipe de cientistas do Lawrence Berekley National Laboratry criou um painel de vidro fotovoltaico capaz de absorver energia solar e convertê-la em energia elétrica. Segundo o estudo publicado pelos pesquisadores, no longo prazo o material pode ser usado para substituir a maioria dos painéis tradicionais, criando prédios ou carros capazes de gerar sua própria eletricidade.
O vidro é revestido por um líquido semicondutor que contém
diversos compostos químicos, como césio e iodeto de chumbo. Em temperatura
ambiente, ele é bem transparente, permitindo a passagem de 82% da luz que chega
nele; no entanto, aquecido até 105ºC, ele assume uma coloração alaranjada e se
torna mais opaco, deixando passar apenas 35% da luz.
Quando exposto à luz do sol, o vidro é capaz de converter o
calor que chega do astro em energia elétrica. Essa energia, por sua vez, pode
ser aproveitada pelo sistema elétrico da casa, do carro ou do prédio em que ele
está instalado. Além disso, como ele é menos transparente do que os vidros
tradicionais, ele permite a passagem de menos calor para dentro dos locais onde
é colocado; dessa forma, um prédio comercial revestido com esse vidro gastaria
menos energia com ar condicionado, por exemplo.
Desafios
No entanto, segundo o Fast Co. Design, a equipe de pesquisa
do laboratório ainda tem uma série de desafios para tornar a sua criação
viável. O primeiro deles é aumentar sua eficiência: por enquanto, ela só
converte cerca de 7% da energia que chega até ela em energia elétrica aproveitável.
Segundo o professor Peidong Yang, que lidera a equipe de pesquisa, o mínimo
para que ele seja economicamente viável seria 10%.
Além disso, os pesquisadores também pretendem reduzir a
fronteira de temperatura a partir da qual o vidro começa a gerar energia.
Embora ela esteja atualmente em 221ºF (105ºC), os cientistas pretendem baixá-la
até 122ºF (50ºC) – que é, segundo eles, a temperatura que um painel de vidro na
lateral de um prédio comercial atinge. Nesse caso, as janelas do edifício
seriam transparentes de manhã mas iriam escurecendo conforme o dia fosse
esquentando.
Finalmente, há uma questão estética também: por enquanto, os pesquisadores só conseguem fazer com que o vidro fique vermelho, laranja ou marrom quando aquecido. No entanto, como designers e arquitetos são alguns dos possíveis interessados no produto, a equipe pretende fazer também modelos de outras cores. Para isso, há duas possibilidades: uma delas é usar outro tipo de perovskita (um dos componentes químicos do vidro) ou usar também um corante no vidro.
https://ecoconsciente.com.br/wp-content/uploads/2019/08/20180323173718_1200_675_-_vidro_que_absorve_luz_solar.jpg6751200Camila Costa/wp-content/uploads/2018/10/logo_ecoconsciente_negativo-1-300x43.pngCamila Costa2019-08-06 17:56:152019-08-06 17:56:17Pesquisadores criam vidro capaz de converter energia solar em eletricidade
O projeto da CPFL traz novas soluções com sistemas fotovoltaicos em condomínios. Além de benefícios ambientais, ajuda também na redução da conta de energia. Confira a matéria:
Serão oferecidos
descontos de até 50% na aquisição e instalação de sistemas para os condomínios
participantes
A CPFL Energia lançou um projeto para instalar até 700 kWp
em sistemas fotovoltaicos em condomínios dentro da área de concessão da CPFL
Paulista, em um raio de 100 km a partir da cidade de Campinas (SP). Segundo a
companhia, serão oferecidos descontos de até 50% na aquisição e instalação de
sistemas solares para os condomínios participantes.
O projeto PromoSolar será financiado pelo Programa de Eficiência
Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) da CPFL Paulista e
executada pela Envo, braço da CPFL Energia para a geração distribuída solar
para residências e pequenos comércios.
A expectativa é que o condomínio que realizar a instalação
do sistema consiga reduzir a conta de energia das áreas comuns em até 95%. Além
disso, de forma a auxiliar nessa redução, a CPFL Paulista ainda contempla a
possibilidade de instalação de lâmpadas LED nas áreas comuns. Para isso, é
necessário somente que o condomínio descarte uma lâmpada fluorescente para cada
kW de capacidade instalada do sistema fotovoltaico.
“Com essa ação, esperamos reforçar a nossa missão de prover
soluções energéticas sustentáveis e incentivar o desenvolvimento de energias
renováveis. Para qualquer condomínio residencial participar basta acessar o
site e conhecer as regras”, ressalta o gerente de Eficiência Energética da CPFL
Energia, Felipe Zaia.
De acordo com dados da Aneel, o Brasil possui atualmente 70.309 instalações de sistema fotovoltaicos, sendo que mais de 50 mil estão instalados em residências. A potência instalada é de 721.773 kW. Campinas é a segunda cidade do Brasil em número de instalações solares, atrás apenas do Rio de Janeiro. Desde 2015, a energia solar cresceu 2.977% no município, saltando de 30 para 893 instalações. As inscrições podem ser feitas no site www.promosolar.com.br.
https://ecoconsciente.com.br/wp-content/uploads/2019/06/cpfl-energia.jpeg600900Camila Costa/wp-content/uploads/2018/10/logo_ecoconsciente_negativo-1-300x43.pngCamila Costa2019-06-18 14:14:262019-06-18 14:19:20CPFL lança projeto para instalar 700 kWp de energia solar em Campinas
Pela primeira vez no Brasil, uma usina produzirá energia usando a tecnologia da biodigestão, utilizando uma combinação de resíduos orgânicos e lodo de esgoto. A expectativa é abastecer 2 mil casas. Confira mais na matéria:
Será construída no Estado uma usina de geração de biogás, que transforma os resíduos em eletricidade para abastecer as casas da região.
O estado do Paraná será o primeiro do Brasil a receber a
construção de uma estação de geração de energia por meio de esgoto e de lixo
orgânico, uma usina de geração de biogás, que transforma os resíduos em
eletricidade para abastecer as casas da região.
A licença para a operação foi dada pelo Instituto Ambiental
do Paraná à empresa CS Bioenergia. Segundo a companhia, a usina terá capacidade
para produzir 2,8 megawatts de eletricidade por meio de lixo, abastecendo cerca
de duas mil residências do Estado.
A matéria-prima para geração de energia virá de estações de tratamento de esgoto e da coleta de lixo produzirá, além do biogás, biofertilizante para a região. A estimativa é que a iniciativa desvie 1000 m³ de lodo de esgoto e 300 toneladas de lixo orgânico dos aterros.
A Europa é pioneira na produção de biogás a partir da biodigestão, possuindo cerca de 14 mil usinas. Somente a Alemanha abriga oito mil unidades. No Brasil, o biogás ainda tem uma participação pequena na matriz energética e é contabilizado em conjunto com outros biocombustíveis como o bagaço de cana, constituindo a biomassa, responsável por 8,8% da energia gerada no país.
https://ecoconsciente.com.br/wp-content/uploads/2019/05/biodigestor-alemao-DivulgacaoCASACOR-1.jpg6831024Camila Costa/wp-content/uploads/2018/10/logo_ecoconsciente_negativo-1-300x43.pngCamila Costa2019-05-09 17:38:472019-05-09 17:40:17Paraná terá a 1ª usina do Brasil a gerar energia por meio de esgoto e lixo
Investimento para expandir parque eólico e recuperação do mercado automotivo são ótimas notícias para a indústria automobilística e o meio ambiente. Confira a matéria:
Foto: Gabrielle Chagas G1
Unidade paulista
ficou quase 3 anos fechada depois de pronta. Ela abre com a produção do Fit e,
em dezembro, recebe o WR-V. Até 2021, todos os modelos nacionais da marca
sairão de lá.
A Honda vai utilizar energia do vento para compensar a
energia elétrica gasta em nova fábrica em SP. A montadora vai investir R$ 30
milhões para expandir o parque eólico que possui em Xangrila-Lá (RS) para que
ele produza a mesma quantidade de energia que a fábrica de Itirapina (SP)
demanda.
O anúncio foi feito nesta quarta-feira (27), durante na cerimônia de inauguração da fábrica paulista.
“Afirmo com orgulho que todos os carros fabricados em
Itirapina irão utilizar energia limpa”, disse o presidente da Honda na
América do Sul, Issao Mizoguchi.
A unidade recém-inaugurada ficou quase 3 anos fechada depois
de pronta, por conta da crise que atingiu também o setor automotivo.
O primeiro carro feito lá é Fit, e a unidade será
responsável pela produção de todos os veículos nacionais da marca até 2021. Até
agora, os demais modelos saem da fábrica de Sumaré (SP), que será mantida com a
produção de componentes.
O próximo modelo a ser feito em Itirapina será o WR-V, em
dezembro.
Além disso, a montadora anunciou que vai trazer 3 modelos
híbridos (com motor elétrico e outro a combustão) para o Brasil até 2023, mas
eles serão importados.
Trancada pela crise
A Honda começou a construir a fábrica de Itirapina em 2013.
Fruto de um investimento de R$ 1 bilhão e com uma área de 5,8 milhões de metros
quadrados, ela deveria ter sido aberta em 2016.
Em entrevista ao G1, no início do ano passado, Mizoguchi
disse que a unidade só seria aberta quando houvesse reais condições – na época,
segundo o executivo, não existia demanda suficiente para duas fábricas
operando, portanto, ela não produziria nem o equivalente a 1 turno.
Nesta quarta, o executivo explicou que a decisão de por a
fábrica para funcionar não se deveu a uma melhora no mercado.
“Não é o aumento
(nas vendas de carros no Brasil), a recuperação do mercado que foi o fator
decisivo para iniciarmos a produção aqui”, explicou o presidente da
montadora.
“(É) Simplesmente
porque essa fábrica tem equipamento melhor, layout melhor, ecologicamente
melhor também. Tem uma condição para melhorar um pouquinho a
competitividade”, completou.
“Você tá com dois
carros: um carro antigo e um carro novo. Chega uma hora que você fica com
vontade de usar o carro novo”, comparou.
Para Mizoguchi, o Brasil ainda está muito abaixo do nível do
começo da década, antes da crise. “(Só vai chegar) Ao nível de 2013, que
foi um ano bom de vendas no Brasil, ser em torno de 2025. Está melhorando, mas
estamos muito longe do nível de 2013”, afirmou.
Instalações
De acordo com a fabricante, a nova unidade tem capacidade
nominal de produção de até 120 mil carros ao ano, dividida em dois turnos, e
contará com a experiência dos funcionários transferidos da planta de Sumaré.
Por enquanto, 400 colaboradores já trabalham em Itirapina –
até 2021 serão 2 mil. Com a transferência, não haverá novas contratações.
Na fábrica de Sumaré, permanecerão atividades como produção
do conjunto motor, bem como como fundição, usinagem, injeção plástica,
engenharia da qualidade, planejamento industrial e logística.
A montadora diz ainda que a fábrica segue as melhores
práticas de produção da Honda no mundo, com tecnologias otimizadas de
estamparia e solda, além do novo processo de pintura da carroceria, com base
d’água.
Foto: Gabrielle Chagas G1
Otimismo
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes
de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Megale, a inauguração da fábrica
consolida a expectativa de expansão do mercado, que cresceu 10,6% de janeiro
deste ano até agora.
“Sabendo que estamos passando por uma transformação
extraordinária nos termos de indústria automobilística mundial, é importante
que a gente invista em pesquisa de desenvolvimento e inovação e esse programa
nos traz isso”, disse Megale.
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que com
a recuperação do mercado as condições físicas da fábrica permitem a expansão de
produção e, consequentemente, a geração de mais empregos.
“Quero dizer que R$ 1 bilhão de investimento é algo substantivo, não é apenas para Itirapina, mas é para São Paulo e para o Brasil. Estamos falando de investimento parte já consolidado e parte a consolidar nesses próximos quatro anos, é especialmente importante”, declarou.F
https://ecoconsciente.com.br/wp-content/uploads/2019/03/E-mail-MKt.jpg7641046Camila Costa/wp-content/uploads/2018/10/logo_ecoconsciente_negativo-1-300x43.pngCamila Costa2019-03-29 17:09:212019-04-02 10:39:06Honda vai investir R$ 30 milhões para expandir o parque eólico
A mobilidade elétrica vem ganhando força, ideias inovadoras já fazem parte do nosso presente e a tendência é mais veículos elétricos e menos poluição. Confira a matéria:
Automobilismo e montadoras de veículos estão mais perto do que nunca do setor elétrico, a aposta é que até mesmo o mercado nacional viva essa revolução em até cinco anos.
A temperatura ambiente lembrava o Rio de Janeiro em pleno
verão, eram 39 graus Celsius, sem uma única nuvem no céu para testemunhar o
evento que estava para ocorrer na capital chilena, Santiago naquele sábado, 26
de janeiro. Ali, sob calor escaldante, onde a silhueta elevada dos Andes
emoldura a cidade, 22 monopostos estavam alinhados em 11 filas para iniciar a
terceira etapa da 5ª temporada de uma das mais novas e revolucionárias
categorias do automobilismo mundial, a Formula-E. Este é um mundo que começa a
fazer parte do setor elétrico a uma velocidade tão elevada quanto a aceleração
desses carros.
Formada por bólidos 100% elétricos com alta tecnologia
embarcada, a entidade que organiza o evento diz que a modalidade surgiu a
partir de uma conversa registrada em um guardanapo, ainda em março de 2011. A
primeira corrida foi realizada em Pequim pouco mais de três anos depois. Hoje
está maior e com uma estrutura mais robusta para colocar em prática sua
proposta de estar mais próxima do grande público e de ser o laboratório e campo
de provas quando o assunto é a mobilidade elétrica.
Tanto é assim que vem atraindo pesos pesados da indústria.
Já vinculam sua imagem à da F-E a Audi, BMW, DS (do grupo PSA Peugeot-Citroën),
Jaguar, Mahindra e Nissan, que substituiu a Renault neste ano. E ainda são
esperadas para a próxima temporada Mercedes e Porsche. Esse movimento não é
visto com surpresa já que diversos países já começam a impor limites para a
venda de veículos novos com motores a combustão entre 2025 e 2040.
Dentre os desenvolvimentos já implementados está a ampliação
da capacidade da bateria. Esse componente, que está em sua segunda geração,
passou de uma potência máxima de 200 kW para 250 kW e o peso aumentou
proporcionalmente menos, passou de 320 kg para 385 kg, praticamente dobrou sua
duração dos antigos 25 minutos. A energia liberada aumentou de 28 kWh para 54
kWh. A faixa de temperatura em que trabalha também aumentou, um fator que
melhorou a performance dos veículos. Nas quatro temporadas iniciais da F-E a
bateria não era capaz de entregar toda a energia necessária para a prova o que
levava à necessidade de troca de carro ao longo da corrida. A partir do
campeonato iniciado em dezembro passado os monopostos seguem o tempo todo na
pista.
De acordo com uma das principais equipes do grid, a Nissan
E.Dams, que corria sob o nome Renault e conquistou os três primeiros títulos de
equipe na F-E, os 22 carros da disputa têm o mesmo pacote aerodinâmico,
chassis, freios, e partes da suspensão. O que difere é o chamado powertrain
(que é o equivalente ao motor de um veículo comum) e a parte traseira da
suspensão que estão no foco de desenvolvimento e diferencia a performance dos
carros. A velocidade máxima obtida é estimada em 280 km/h, mas não em pistas de
rua, onde estão limitados a 240 km/h e representam mais de 90% da temporada.
Apenas no México é utilizado o autódromo da cidade.
Isso porque a ideia da categoria é correr em circuitos de
rua. Essa característica vem do fato que a F-E quer que as suas corridas
simbolizem a viabilidade do uso do veículo elétrico nos centros urbanos, o
ambiente natural para a mobilidade elétrica, segundo especialistas ouvidos pela
Agência Canal Energia.
Os atributos são
diversos, mas a melhoria da qualidade do ar e a redução de ruídos são os que
mais se destacam. A capital chilena, por exemplo, é conhecida pelos seus
congestionamentos e a baixa qualidade do ar decorrente da falta de chuvas e
condições que não dispersam os poluentes nessa época do ano. Não à toa é a
cidade da América do Sul que está mais à frente no que se refere a adoção de
soluções para reduzir a poluição causada por veículos a combustão.
Empresas também veem potencial de novos ou crescimento de
negócios com a iminente popularização dos veículos elétricos no âmbito da
expansão das novas tecnologias no ambiente elétrico. Nesse mesmo local temos a
recém-fundada brasileira ZEG e a centenária ABB, que inclusive é detentora do naming
rights da categoria desde a temporada 2016/2017.
Greg Scheu, presidente da ABB nas Américas, aponta que a
empresa vê com grande entusiasmo a F-E e o futuro como ele se mostra para a
mobilidade elétrica. “É mais do que um evento, refere-se ao futuro e às
mudanças que teremos na sociedade nos próximos anos”, definiu o executivo.
Segundo ele, estar na categoria faz todo o sentido, pois a empresa tem a busca
por tecnologia e inovação na mobilidade elétrica em seu core business.
No foco estão o fornecimento de carregadores e serviços
agregados a seus clientes. E isso não apenas pensando nos veículos leves, mas a
mobilidade como um todo, e nessa conta entram ônibus, caminhões e trens.
Por sua vez, Daniel Rossi, presidente da ZEG, vê um
potencial de negócios interessante nos próximos anos com a ampliação do alcance
do veículo elétrico no país. Em sua avaliação esse mercado deverá decolar em
cerca de cinco anos. Em sua análise, o veículo elétrico não é questão de
futuro, já começa a desenhar como realidade no Brasil. Ele concorda que o país
ainda está nos seus primeiros passos quando comparado a outras geografias,
principalmente, Europa, Estados Unidos e alguns países asiáticos.
“O mercado nacional está dando passos firmes rumo à mobilidade
elétrica. Esse é um caminho sem volta, realmente. Ele pode ser 100% elétrico ou
híbrido, mas o que se fala de forma geral é que o motor a combustão ficará cada
vez menos em destaque”, comentou.
Essa visão de um futuro da mobilidade elétrica é compartilhada
até por quem está na pista. Di Grassi faz parte da F-E desde o seu início. O
piloto é reconhecido como um dos militantes nessa área e tem a opinião de que a
eletrificação dos veículos é o futuro da mobilidade. “Se for por motivos
econômicos e de legislação a tendência é de termos cada vez mais carros
elétricos”, afirmou. “A F-1 não é mais o laboratório para o desenvolvimento do
carro do futuro. Como as montadoras vão produzir os carros do futuro, precisam
entender qual é o melhor produto, melhor sensor, motor, tipo de magneto,
software de controle, enfim tem-se a noção muito melhor aqui do que trabalhar
com o carro a combustão, por isso o grande laboratório de desenvolvimento do
carro do futuro é a F-E”, definiu.
Em sua análise, o futuro da mobilidade é elétrico e cita os
benefícios de custos mais baixos por quilômetro rodado que pode chegar a apenas
R$ 4 para rodar de 150 a 200 quilômetros. Para ele faz muito sentido o uso dos
veículos elétricos em grandes centros urbanos, mas reconhece que ainda são muito
caros para o país. E que a massificação desse produto pode ser uma das formas
de viabilizar a queda de preços. Mas lembra que não é apenas isso, o governo
precisa atuar no sentido de colocar tanto o carro a propulsão elétrica e o
tradicional a combustão em um mesmo grau de igualdade.
Negócios
Em paralelo a essa discussão, o mercado está otimista com os
desdobramentos deste segmento apesar de preços ainda elevados, muito em
decorrência das baterias, que representam cerca de um terço do valor do veículo.
E como esse é um mercado recém nascido quando comparado ao automóvel a motor a
combustão que já tem uma história de um século, as oportunidades são
identificadas em todos os vetores que se olha, desde a própria fabricação e
desenvolvimento de veículos, ao estabelecimento da infraestrutura à oferta de
serviços aos consumidores finais e clientes corporativos.
Dentro desse conceito o serviço mais evidente que é
necessário existir é a questão do abastecimento. De acordo com dados da ABB, o
Brasil possui atualmente cerca de 350 pontos de recarga de acesso público
espalhados pelo país, mas notadamente mais concentrados em São Paulo. Além
disso, há outros três eixos rodoviários que permitem viagens entre as cidades
de São Paulo e Campinas (esse da CPFL), São Paulo ao Rio de Janeiro (da EDP) e
de Curitiba a Foz do Iguaçu (da Copel).
Segundo Marcelo Vilela, Gerente Geral para Produtos de
Eletrificação da ABB no Brasil, o tema abastecimento não é um problema para o
país. A rede atual de fornecimento consegue atender a demanda dos veículos
elétricos. Isso se justifica pelo fato de que a maior parte dos consumidores
finais desse produto vai realizar o carregamento das baterias em dois momentos:
à noite em sua casa ou durante o dia no escritório. Questões de qualidade do
fornecimento da energia também não influenciam, pois, disse ele, o equipamento
da ABB é equipado com sistemas de proteção diante da variação de tensão e
corrente.
Veículo elétrico sendo recarregado em São Paulo. Imagem: Maurício Godoi / Agência Canal Energia
A empresa projeta a realização de novos negócios este ano
por aqui, seja com esse tipo de carregador rápido, instalado em locais púbicos
ou o que chama de wall box, de menor potência e que pode ser instalado em
residências. Além desse nicho, outras perspectivas pairam sobre a expansão da
mobilidade elétrica: a eletrificação de transporte urbano de pessoas e de
cargas, bem como frotistas, que tendem a aumentar a demanda por esse tipo de
veículo. Além disso, a companhia estuda nacionalizar seu centro de
monitoramento de carregadores ao passo que o mercado amadureça. Atualmente a
atividade é feita na Holanda, de onde consegue monitorar o parque de 8,5 mil
unidades instaladas globalmente.
O problema para que o mercado apresente esse volume
expressivo e aumente a escala está ligado diretamente ao preço quando se pensa
em termos de consumidores finais. Na opinião das fontes ouvidas, a
popularização e, consequentemente, aumento no volume de vendas deve levar à
redução de preços desse veículo. Por enquanto, ele ainda é considerado muito
caro para o padrão brasileiro.
Dois exemplos vêm de montadoras que anunciaram seus modelos
100% elétricos para o mercado nacional, a Nissan e a GM, ambas no Salão do
Automóvel que aconteceu em novembro de 2018. Os valores dos veículos são
equivalentes. No caso da japonesa, o Leaf começou a pré-venda a pouco mais de
R$ 178 mil, enquanto o Bolt da norte-americana está com um preço anunciado de
R$ 175 mil. Ambas empresas reconhecem esse aspecto limitador de venda, mas
destacam que ainda assim o mercado vem respondendo positivamente.
Leaf, da Nissan, já está em pré-venda desde o final de 2018. Imagem: Divulgação/Nissa
No caso da montadora japonesa, a aposta está em dois
públicos principais para a segunda geração de seu produto que já nasceu para
ser elétrico. Segundo o diretor de comunicação da empresa, Rogério Louro, são
pessoas que procuram estar na vanguarda da tecnologia e experimentar o novo.
Outro grupo é de consumidores que conhecem o conceito, têm a conscientização
ambiental e se preocupam com seu impacto na sociedade.
Ele avalia a resposta ao lançamento do veículo como
positiva. Até semana passada eram 15 confirmações de clientes e diversas
consultas. Apesar de em termos de volume não representar uma grande quantidade
é considerado positivo para o mercado nacional. “Não havia uma expectativa
oficial por estarmos em um momento de criação de um nicho de mercado”, pontuou
o executivo, lembrando que a companhia tem a meta de vender globalmente 1
milhão de unidades movidos a energia elétrica ao ano a partir de 2022.
No caso da norte-americana General Motors, a apresentação de
seu modelo elétrico também ocorreu por aqui no Salão do Automóvel.
Diferentemente da Nissan, a GM ainda não iniciou a pré-venda do Bolt que já foi
anunciado para ser comercializado no país. Mas essa ação deverá ser colocada em
prática ainda no primeiro semestre do ano, contou o diretor de Marketing e
Produto da empresa, Rodrigo Fioco.
Um dos maiores problemas foi o de equacionar o custo das
baterias que é o principal elemento do ponto de vista da indústria por atuar
diretamente na autonomia do veículo, questão que está aparentemente resolvida.
Autonomia e escala
Problemas referentes à autonomia e escala são fundamentais
para o desenvolvimento do mercado em um estágio inicial de vida como é o caso do
brasileiro. Incentivos econômicos e não econômicos são saídas para aumentar a
participação no país. Nesse primeiro grupo poderia existir uma equivalência em
termos de tributos e isenções ou descontos no IPVA. Já os considerados não
econômicos envolvem ações como a liberação da circulação desses automóveis em
vias que são normalmente proibidas, como corredores exclusivos de ônibus ou
áreas de rodízio, como os existentes em São Paulo.
Outra forma de estimular a escala passa pelo incentivo do
uso dos VEs por empresas que usam o veículo em suas operações, ente elas
locadoras, empresas de telefonia, distribuidoras de energia, transporte público
e de entregas. Até porque, essa modalidade de veículo é vista como natural para
o meio urbano por conta de suas características mais intrínsecas, o quase
inexistente nível de ruído e ausência de emissões de poluentes.
Algumas iniciativas nesse sentido começam a surgir. Uma
delas é a parceria entre a VW Caminhões e a Ambev que fecharam um acordo para
que em cinco anos coloquem em circulação 1,6 mil unidades do modelo e-Delivery,
uma versão elétrica deste modelo que a fabricante de bebidas utiliza.
Segundo o vice-presidente de Planejamento de Produto,
Estratégia Corporativa e Digitalização da VW Caminhões, Leandro Siqueira, destacou
que além dos atributos ambientais o veículo a propulsão elétrica tem como
característica ser muito mais eficiente que aqueles a combustão. Os mais
modernos a combustível fóssil estão na ordem de 40% contra 90% dos elétricos.
A opção por desenvolver uma versão elétrica do Delivery,
veículo de entrega de carga urbana, veio em função da visão de um futuro onde a
eletrificação da mobilidade é um caminho sem volta. Além disso, o uso desse
veículo de rodar em cidades acumulando baixa quilometragem ao final do dia
abriu naturalmente o caminho para que o centro de desenvolvimento da companhia
buscasse essa alternativa de motorização, pois a autonomia não precisaria ser
muito grande nesse caso.
A parceria com a Ambev já resultou em dois veículos em
circulação para estudo dos resultados e aprimoramentos do produto e assuntos
correlacionados como carregamento, operação e mercado. A produção em série é
prevista para 2020 e em 2021 a produção deverá ser acelerada. A expectativa da
montadora é de que em breve tenha novos acordos ou contrato com outros
clientes.
Ainda no que tange à eletrificação em centros urbanos, outro
caminho para sua popularização está no transporte público por meio de ônibus,
uma vez que os trens já são em sua grande maioria movidos a energia elétrica.
São Paulo pode ser um dos grandes exemplos caso a licitação desse serviço saia
do papel algum dia. A ideia vem pela exigência de uma parcela de veículos
híbridos ou elétricos nesta que é uma das maiores frotas do mundo. Entre idas e
vindas a licitação vem sendo discutida e suspensa pelo Tribunal de Contas do
Município e, mais recentemente, pela Justiça desde 2013.
A chinesa BYD comemorou recentemente a marca de 50 mil
ônibus elétricos comercializados em todo o mundo. Por aqui a presença nesse
segmento ainda é tímido. A empresa possui uma fábrica na região de Campinas e
acredita que esse nicho de mercado tende a crescer. O diretor de marketing,
Sustentabilidade e Novos Negócios da subsidiária brasileira, Adalberto Maluf,
toma como exemplo o caso de diversas cidades chinesas que tomaram frente para a
expansão da mobilidade elétrica por meio de suas prerrogativas legais, como
exigir coleta de resíduos ou no transporte público para ser o primeiro passo
para o desenvolvimento de um ambiente favorável à inserção do VE.
No Brasil, a empresa já entregou 15 unidades de ônibus
elétricos na cidade de São Paulo. Considerando que a frota é de 15 mil
unidades, representa apenas 0,001% do total. Na América do Sul a capital
paulista fica atrás de Santiago, que possui pelo menos 100 unidades, Medellín
com 64, Quito no Equador com 20. Contudo, ele se mostra otimista.
“Devagar os projetos começam a sair do papel. A dinâmica do
mercado começa assim mesmo, devagar e começa a crescer”, explicou ele citando o
caso da operação da BYD nos Estados Unidos. “Na Califórnia, começamos com a
venda de 20 unidades, depois mais 50 e hoje já são 350, é um processo que,
obviamente, depende de operadores públicos”, destacou ele, lembrando que esse
mercado não se limita apenas à venda, mas inclui ainda os serviços a esses
grandes clientes como forma de ampliar negócios.
Frota de ônibus elétricos da BYD Santiago. Imagem: Divulgação Enel X
Maluf acredita que a maturidade do mercado nacional de
veículos elétricos deverá começar a ser vista em um período entre 3 e 5 anos.
Ele cita um estudo da Agência Internacional de Energia que aponta 2022 como o
ano em que o preço desse componente viabilizará o veículo para quem roda pelo
menos 50 quilômetros por dia. “As coisas estão andando até mais rápido do que
imaginamos”, definiu.
Em termos de expansão de mercado, os dois últimos anos foram
os de crescimento mais acelerado do mercado nacional. Em 2017 foram registradas
3.297 unidades e em 2018 houve crescimento de 20,4%, para 3.970 unidades. Os
dados são da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea),
divulgados no início do mês. Apesar desse crescimento, representou 0,2% de
participação em um mercado de mais de 2,8 milhões de unidades.
O presidente da Associação Brasileira de Veículos Elétricos,
Ricardo Guggisberg, comentou que o país alcançou uma frota de pouco mais de
10,6 mil unidades. Esse desempenho, destacou, vem a reboque das medidas tomadas
no ano passado em relação à redução do IPI e de IPVA, o desenvolvimento da
infraestrutura no país. Tudo isso, continuou ele, vem colaborando para o incremento
da eletromobilidade no país. E ainda que nesse mercado é necessário ainda
considerar os patinetes e bicicletas elétricas que vêm ganhando destaque em
grandes centros urbanos, como São Paulo e Rio de Janeiro.
Infraestrutura preparada
Do lado das distribuidoras, a visão é de que atender a esse
mercado pode ser um bom negócio. Tanto que há pelo menos quatro empresas se
preparando para um futuro próximo. A CPFL, EDP, Copel e Enel, cada uma com
iniciativas em suas regiões de concessão e contíguas a estas por meio de
eletrovias, citadas mais acima. Essas ações foram iniciadas antes da aprovação
da regulamentação sobre a recarga de veículos elétricos por parte da Agência
Nacional de Energia Elétrica em 19 de junho do ano passado por meio da
resolução normativa 819/2018. A agência reguladora optou por uma regulamentação
mínima do tema, que evita a interferência da atividade nos processos tarifários
dos consumidores de energia elétrica, quando o serviço for prestado por
distribuidora.
A regulamentação teria como principal objetivo reduzir a
incerteza aos que desejam investir no desenvolvimento da infraestrutura de
recarga dos veículos elétricos. Essa a Aneel começou a eliminar eventuais
barreiras para o desenvolvimento desse mercado. E ainda que a norma garantiria
que o empreendedor investisse nas instalações de recarga sem medo de surpresas
regulatórias posteriores.
A paulista CPFL foi uma das primeiras distribuidoras no país
a estudar o mundo do veículo elétrico. Hoje a empresa concentra dados que
permitem afirmar que o impacto não é relevante sobre a rede de distribuição do
país. Entre os pontos que baseiam a afirmação está o fato de que a curva de
crescimento dos VEs no país acontecerá de forma suave. Esse fator só será mais
um item que as distribuidoras terão que incluir em seus cálculos rotineiros de
projeção de demanda futura.
“A gente avaliou lá atrás o impacto do VE na rede e com os
dados recentes mantemos a conclusão: que do ponto de vista de consumo de
energia no país o impacto tende a ser pequeno e não causará risco à gestão
global do suprimento”, afirmou Rafael Lazzaretti, diretor de Estratégia e
Inovação da CPFL Energia.
De acordo com dados da companhia, a estimativa é de que em
2020 a frota alcance cerca de 60 milhões de veículos e os elétricos não representem
nem 0,01% do total. Cinco anos depois com 0,2% de participação em uma frota
total de 71 milhões, o consumo de energia deve ficar em 21,3 MW médios. Esse
consumo aumentaria a 311,6 MW médios em 2030 caso o crescimento da participação
dos VEs chegue a 2,1% do mercado de veículos no Brasil, alcançando 1,8 milhão
de unidades.
Mesmo com o crescimento do consumo, o detalhe é que a
demanda estará concentrada em dois momentos ou na residência ou no local de
trabalho das pessoas. Esses locais representam 80% do consumo e no primeiro
caso ocorre no horário de menor consumo, ao longo da noite e não no pico de
consumo. E ainda deve-se considerar ainda o avanço da geração distribuída no
país, que vai trazer mais capacidade de absorção dos picos de carga. “Esses são
fatos novos que mantêm a conclusão de que a rede e o sistema consegue suprir a
demanda ao ponto de o setor elétrico continuar saudável e tranquilo com o
aumento da participação do carro elétrico”, acrescentou.
Na avaliação de Nuno Pinto, gestor executivo de Serviços B2C
da EDP no Brasil, o avanço deste mercado traz oportunidades de novos negócios.
O mais óbvio é o carregamento de veículos, conforme a regulamentação da Aneel
do ano passado. Aliás, em sua opinião essa regra colocou o Brasil em uma posição
à frente do que se poderia imaginar. “Para se ter uma ideia, essa questão em
Portugal foi deliberada apenas em novembro de 2018, ou seja, o Brasil avançou
mais do que lá, onde o mercado é mais desenvolvido”, destacou. Para ele, o
mercado avançará rápido a ponto de em cinco anos carros a combustão encontrarem
problemas para serem vendidos quando comparados a elétricos.
“Tenho a impressão de que este ano será o da chegada de
portfólio de produtos com várias montadoras lançando seus modelos e em 2020 o
ano da aceleração das vendas”, estimou o executivo da EDP. Para ele o que é
necessário nesse momento é focar na educação do consumidor nacional sobre as
características dos veículos elétricos. Neste campo a companhia lançou um
aplicativo também disponível no Brasil para smartphones IOS e Android. Chamado
de edp ev.x (sigla em inglês para experiência em veículo elétrico), traz
informações comparativas sobre o custo que se teria em um VE em determinada
viagem. “A questão da educação é importantíssima”, constatou ele, que citou a
necessidade dos incentivos econômicos e não econômicos como forma de
alavancagem do mercado local.
Simone Tripepi, executivo chefe da Enel X na America do Sul,
corroborou que o mercado de veículos elétricos está crescendo mais do que o esperado
graças à evolução tecnológica e à queda do preço das baterias de ion de lítio.
Mas lembrou que o Brasil ainda carece de um mercado, por aqui está em fase
inicial, com os primeiros lançamentos previstos para este ano.
Segundo ele, um marco regulatório adequado é importante para
promover o desenvolvimento de um mercado de mobilidade elétrica no país. A
empresa participou da discussão que levou à adoção do modelo de cobrança pelo
serviço de carregamento dos VEs não apenas pelas distribuidoras. “A Enel também
participou de outras iniciativas relacionadas à mobilidade elétrica no Brasil.
Por exemplo, participamos do projeto Vamo, em Fortaleza, lançado em 2016, que
foi o primeiro sistema de compartilhamento de carros elétricos do país, em
parceria com a Prefeitura de Fortaleza e a universidade Unifor. O projeto conta
com 20 carros e 18 estações de recarga. Até agora, o projeto atingiu o número
de 2,8 mil viagens e 6 mil horas de uso”, relatou.
Com o avanço do segmento o plano da companhia é o de focar
na infraestrutura de recarga para o transporte público de eletricidade, bem
como em serviços de cobrança públicos e privados e planeja fornecer as soluções
de hardware e software para carregamento inteligente e soluções de cidades
inteligentes.
Regulação
Em temos de legislação para o estabelecimento das empresas e
dos serviços para o mercado o advogado especialista no setor de energia
elétrica do escritório ASBZ, Daniel do Valle, afirma que o cenário atual atende
a demanda, até porque lembrou, ainda é um mercado em uma fase primária de
desenvolvimento. Segundo ele, somente se houver um peso maior dos veículos
elétricos sobre o SIN é que vê a necessidade de uma regulação mais pesada. Ele
afirmou que há muitas ideias a serem avaliadas no futuro quanto a este tema e
exemplifica a preocupação quanto ao fato de o carro elétrico possibilitar a
transferência da carga de uma região onde ele abastecer para outra, caso mude
de área de concessão. “Isso pode ser um problema quando houver escala”,
destacou. “Mas neste momento é mais adequado deixar o mercado se autorregular,
a atuação deve chegar quando tivermos mais desses veículos”, acrescentou.
Procurada, a Agência Nacional de Energia Elétrica afirmou
que a eletromobilidade surge com uma gama de novos produtos e serviços em
construção, na medida em que o consumo de combustíveis fósseis se desloca para
o aumento de consumo de eletricidade. E daí surge a demanda por novas
regulamentações.
A agência reguladora apontou que além da resolução 819,
lançou a Consulta Pública n° 19 para a Chamada de Projetos Estratégicos no tema
de ‘Soluções em Mobilidade Elétrica’, para que as empresas reguladas do setor
elétrico que têm obrigação de atendimento aos Programas de P&D e Eficiência
Energética desenvolvam estudos aplicados ao tema, com geração de soluções com
inserção no mercado. A Aneel relatou que o processo de consulta pública recebeu
322 contribuições e que está consolidando os dados para divulgar o Edital
definitivo.
Voltando a Santiago, ao final dos 45 minutos mais uma volta,
tempo de duração da corrida, o vencedor foi o britânico, Sam Bird, seguido por
um egresso da Formula 1, o alemão Pascal Wehrlein e em terceiro lugar, outro
alemão, Daniel Abt, da equipe campeã do ano passado, a Audi Sport ABT
Schaeffler. O piloto brasileiro mais bem colocado foi Nelson Piquet Jr, filho
do tricampeão da F-1, em 11º lugar. Lucas Di Grassi, apesar de ter sido o mais
rápido na classificação para a largada foi punido e largou em último, escalou o
pelotão e chegou em 9º, mas foi novamente punido por ter causado um acidente,
terminando assim em 12º. Felipe Massa, em sua terceira corrida pela categoria,
abandonou novamente a disputa por ter se envolvido em um acidente.
As atenções em termos de disputa agora se voltam para a próxima etapa que acontecerá na Cidade do México, em 16 de fevereiro. Mas, sempre com o objetivo de olhar mais à frente, para o futuro da mobilidade em todo o mundo.
https://ecoconsciente.com.br/wp-content/uploads/2019/02/Formula-E-categoria-quer-ir-alem-da-competicao.jpg512768Camila Costa/wp-content/uploads/2018/10/logo_ecoconsciente_negativo-1-300x43.pngCamila Costa2019-02-27 17:11:562019-02-27 17:27:09Formula-E: categoria quer ir além da competição
A Sologic, startup israelense que trabalha com produtos que fornecem energia solar aos consumidores, desenvolveu a eTree, a árvore que não produz oxigênio, mas sim energia limpa e outros benefícios. Confira mais na matéria:
Descarte correto evita a contaminação do meio ambiente
A rede de supermercados Extra começou a instalar pontos de descarte de lâmpadas sem uso em agosto do ano passado e depois de um ano, o projeto recolheu mais de 44 mil lâmpadas, equivalente a seis toneladas.
A maioria das lâmpadas convencionais tem substâncias como mercúrio e se não forem descartadas corretamente podem causar contaminação de solo e água. O objetivo do projeto é colaborar para o descarte sustentável deste tipo de resíduo.
Os coletores são instalados pela empresa Reciclus, operadora logística, que as envia para a unidade de tratamento, separa os tipos de lâmpada, descontamina os resíduos e manda para reciclagem.
Até agora são 48 postos instalados em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Goiânia, Belo Horizonte, Maceió, Curitiba e Cuiabá. A expectativa é ampliar o projeto até o final do ano.
A gente só dá valor à energia quando a luz acaba. Nesse momento, o computador só funciona graças à bateria, a internet “morre” e descobrimos que não tem muita coisa para se fazer sem a ajuda da eletricidade. Mas você já parou para pensar de onde vem a energia e como ela afeta o meio ambiente?
Vivemos em um período de crise energética, em que a demanda é alta e os meios de produção de eletricidade nem sempre são os mais sustentáveis. Por isso, a busca por fontes de energia limpae métodos para economia de energia estão em alta. Essa jornada pela eficiência energética e pelo zelo ao meio ambiente é, em boa parte, potencializada pela tecnologia e por soluções no mínimo criativas.
Conheça algumas delas:
1. OrbSys: o chuveiro que recicla a água do banho e gasta menos energia
Para economizar água e energia elétrica, banhos curtos sempre foram a principal recomendação. Mas o designer sueco Mehrdad Mahdjoubi foi além e buscou na tecnologia uma solução mais eficiente para tornar o banho sustentável. Trata-se do OrbSys, um chuveiro capaz de reciclar a água utilizada, economizando até 90% da água e 80% da energia gastas.
Com um sistema de purificação integrado, é possível remover as impurezas da água que cai no ralo, fazendo com que ela possa ser usada várias vezes durante o banho.
2. Solar Impulse 2: o avião movido a energia solar
A energia solar é um dos mais promissores tipos de energia limpa. Para provar isso, a dupla de pilotos suíços Bertrand Piccard e André Borschberg topou o desafio de dar a volta ao mundo a bordo do Solar Impulse 2, um moderno avião de pequeno porte que usa como fonte exclusiva de energia os raios solares captados por suas 17 mil placas fotovoltaicas.
Enquanto voa em altas altitudes, o Solar Impulse 2 capta energia e a armazena em baterias de lítio. Quando anoitece, os motores são desligados e o avião plana até chegar a um limite de altitude. Nesse ponto, os motores são ligados novamente, usando a energia acumulada na bateria até que o dia amanheça e os raios solares possam ser captados novamente, repetindo o ciclo.
3. Estação de metrô no DF é a primeira da América Latina a usar energia solar
No Brasil, mais precisamente no Distrito Federal, a energia solar também tem se destacado. A estação de metrô Guariroba, em Ceilândia, vai ganhar painéis solares, cuja energia gerada será utilizada para abastecer a bilheteria e as plataformas da estação.
A Metrô-DF, companhia responsável pelo metrô, pretende instalar o sistema também nas outras 23 estações, o que reduziria o gasto de eletricidade em até 20%. Este é o primeiro exemplo na América Latina a usar energia elétrica para abastecer estações de metrô.
4. Starpath: o caminho inteligente que usa a luz do sol para brilhar
A iluminação noturna nas cidades é uma questão de segurança, mas não se pode ignorar o fato de que muita eletricidade acaba sendo consumida em vão. Como uma solução parcial para esse problema foi desenvolvido o Starpath, um produto que pode ser aplicado a qualquer tipo de piso e que consegue absorver os raios ultra-violetas, transformando-os em energia, que é absorvida pelo material e utilizada apenas quando anoitece.
A empresa britânica Pro-Teq, criadora do produto, já está fazendo testes em um caminho em Cambridge, no Reino Unido.
5. A sala de aula que produz quatro vezes mais energia do que consome
Geralmente, edifícios usam painéis solares para suprir parte da demanda por energia. Mas no caso desta escola projetada para a cidade de Ewa Beach, no Havaí (EUA), a história é justamente o contrário: a partir dos painéis, será gerada quatro vezes mais energia do que as salas de aula precisam para funcionar.
Para conseguir isso, os arquitetos usaram a própria estrutura das salas para garantir uma otimização da luz natural e da ventilação, evitando gastos com ar condicionado ou ventiladores e luz. Incrível, hein?
Além de serem ótimas para o meio ambiente, tecnologias que economizam energia também tornam a nossa vida mais prática. Se você tem um notebook antigo, de quatro ou cinco anos atrás, sabe que é um estorvo precisar levar o carregador a todos os lugares, afinal, a bateria não dura quase nada.
Mas com os novos processadores Intel da 5a geração, a história muda. Eles usam até 50% menos de energia se comparado aos processadores de quatro anos atrás e não exigem ventoinhas para a refrigeração. Na prática, isso significa que é possível passar o dia todo sem precisar carregar a bateria do notebook. É o caso do Ultrabook 2 em 1 Latitude 13 7000, da Dell, que usa o processador Intel Core M da 5a Geração, oferecendo duas vezes mais velocidade e economia de energia, além de ser leve e superfino.
Essa evolução de eficiência energética, performance e tamanho dos processadores acontece em sincronia com a chamada Lei de Moore. Em 1965, o engenheiro Gordon observou que o número de transistores, as estruturas que formam os processadores, em um chip tende a dobrar a cada 18 meses, aumentando sua capacidade de processamento em 100%.
Isso quer dizer que, se um smartphone Android com processador Intel fosse construído em 1971, apenas o microprocessador do telefone iria ocupar a vaga de um carro. Ou então, se a Lei de Moore fosse aplicada à a viagem para a Lua de 1969, que durou três dias, hoje ela levaria cerca de um minuto para ser completada. Entendeu o que pode vir por aí?
A Intel, não só caminha lado a lado com a Lei de Moore e com a economia de energia, trazendo processadores ainda mais eficientes para o mercado, como também faz sua parte ao não comprar minerais provindos de áreas de conflito para produzir seus processadores. Em vários países, como a República Democrática do Congo, minerais como o ouro, o estanho, o cobalto e o cobre são explorados ilegalmente por grupos armados, que usam o dinheiro dessas negociações para alimentar guerras civis e violar os direitos humanos. E isso a Intel não financia. Afinal, para criar tecnologias inovadoras de verdade é preciso ter respeito com o meio ambiente e com as pessoas.
https://ecoconsciente.com.br/wp-content/uploads/2018/12/capa-50.jpg450647marcel.silvestre/wp-content/uploads/2018/10/logo_ecoconsciente_negativo-1-300x43.pngmarcel.silvestre2018-09-27 17:08:432018-12-13 17:19:025 projetos incríveis de economia de energia que podem mudar o mundo
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