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Startup transforma baterias usadas em fertilizantes

A Tracegrow é uma cleantech que reutiliza micronutrientes das baterias, evitando que o descarte incorreto cause danos ao meio ambiente

 

Você já deve ter ouvido falar da chamada economia circular. Este conceito refere-se ao desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade através da reutilização de recursos como matéria-prima para novos produtos. Um exemplo da prática é o que a cleantech Tracegrow Oy está fazendo, ao transformar baterias descartadas em fertilizante.

A degradação das baterias após seu descarte, por conta do ambiente ou do tempo, pode fazer com que os químicos presentes em sua composição se espalhem por todo o ambiente, prejudicando o solo e água.

O trabalho da startup começa com a separação dos micronutrientes destas baterias, como o zinco, enxofre e manganês, para a criação de um fertilizante foliar, aplicado diretamente nas folhas das plantas ou como componente de outros fertilizantes.

Segundo o portal SpringWise, o produto é certificado para uso em plantações orgânicas e comprovadamente aliado da produtividade da colheita e diminuição dos níveis de emissão de carbono.

A empresa já recebeu investimentos que somaram € 2.5 milhões (aproximadamente R$ 12,6 milhões, na cotação atual). A última contribuição foi do Nordic Foodtech VC, um fundo dedicado a investir em empresas em early stage com o objetivo de “renovar radicalmente” o sistema alimentar global.

Créditos da matéria: https://umsoplaneta.globo.com/

Créditos da imagem: Roberto Sorin | Unsplash

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Novo Rio Pinheiros: conscientização sobre acúmulo de lixo

O descarte irregular de lixo é uma das principais fontes de poluição de rios e córregos em São Paulo e, para contribuir com a conscientização da população, a Sabesp realiza ações socioambientais para combater o acúmulo de resíduos nos bairros onde executa obras do Programa Novo Rio Pinheiros.

Uma dessas iniciativas, iniciada em fevereiro, acontece na comunidade do Jardim Jaqueline, região sudoeste da cidade. Equipes percorrem o bairro em esquema de porta-a-porta, tomando as precauções contra aglomeração em razão da pandemia de Covid-19, para orientar sobre o correto descarte dos resíduos.

O trabalho de conscientização é realizado pela Ação Baixo Pirajuçara, uma das frentes de trabalho da Sabesp no Novo Rio Pinheiros, em parceria com a Subprefeitura do Butantã. Representantes da Amlurb (Autoridade Municipal de Limpeza Urbana) e profissionais de saúde que atuam na região estão juntos na atividade de difusão dos bons hábitos ambientais. Em fevereiro, todos os envolvidos no projeto realizaram uma reunião com membros da Associação Amigos do Jardim Jaqueline. As lideranças locais participam da ação e acompanham as equipes durante as visitas.

Os moradores recebem informações sobre dias e horários da coleta seletiva, além das maneiras corretas para efetuar o depósito dos resíduos nas caçambas. Os profissionais de saúde aproveitam também para elucidar a respeito de animais vetores de doenças atraídos por ambientes com muito lixo e água parada, como ratos (transmissores da leptospirose) e o mosquito Aedes aegypti (Dengue, Chikungunya e Zika).

Os profissionais responsáveis pelas obras da Sabesp no Novo Rio Pinheiros, por sua vez, explicam aos moradores sobre o trabalho de implantação de infraestrutura para tratamento do esgoto e alertam sobre a fundamental manutenção da limpeza dos córregos, o que possibilitará mais saúde e qualidade de vida para todos.

O trabalho já aconteceu no bairro na Rua Alessandro Bibiena e nas semanas seguintes segue nas Ruas Denis Chaudette, Francisco Leite Esquerdo e Sebastião Gonçalves.

 

Novo Rio Pinheiros

A Sabesp está investindo R$ 1,7 bilhão no Novo Rio Pinheiros para conectar ao todo aproximadamente 533 mil imóveis à rede de esgoto, beneficiando com mais saúde e qualidade de vida uma população de 3,3 milhões de pessoas que moram em locais abrangidos pela bacia do rio Pinheiros em São Paulo, Embu das Artes e Taboão da Serra. Além proporcionar melhores condições de saúde, qualidade de vida e contribuir para a recuperação do meio ambiente, as obras da Sabesp no programa devem gerar 4,1 mil empregos. Até o momento, mais de 169 mil imóveis já foram conectados à rede coletora, além da implantação de 111 km de tubulações.

O Novo Rio Pinheiros é um programa do Governo do Estado de São Paulo sob a coordenação da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente que visa a despoluição do rio até dezembro de 2022. A atuação ocorre em diversas frentes: expansão da coleta e tratamento de esgotos; desassoreamento e aprofundamento do rio; coleta e destinação dos resíduos sólidos; revitalização das margens, além de iniciativas voltadas à educação ambiental.

Créditos da matéria: https://saneamentobasico.com.br/

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Economia Circular e Consumo Consciente

A lógica de que os produtos e suas matéria-primas não acabam está se impondo. O melhor que as empresas têm a fazer é incorporá-la logo a suas operações.

Não há dúvidas que o ano de 2020 marcou a humanidade. Estamos próximos demais dele para enxergar isso, mas aposto que, em um futuro não muito distante, veremos os livros escolares dividindo a história do mundo entre antes e depois da Covid-19. Hoje ainda vivemos no meio de muitas incertezas, mas creio que dá para afirmar ao menos uma coisa: que começaremos a ver, em 2021, uma agenda mundial muito mais pautada em engenharia social e economia circular. E as empresas precisam olhar atentamente para esses dois pontos. A economia linear – segundo a qual os materiais são extraídos da natureza, industrializados, comercializados e descartados – está colocando nosso planeta no vermelho – ou seja, fazendo-o gastar mais do que ganha. Isso, desde antes da pandemia, ano após ano. Em cada país, ela tem entrado no vermelho em dias distintos. Em 2019, por exemplo, isso aconteceu em 15 de março nos EUA e em 31 de julho no Brasil.

Significa que, em 15 de março, os EUA utilizaram os recursos naturais que deveria ser disponibilizados ao longo do ano de 2019 inteiro. E que, em 31 de julho, nós fizemos a mesma coisa. Para que se possa ter parâmetro de comparação, na década de 1970, o dia de sobrecarga da Terra de modo geral era 29 de dezembro.

Essa evidência deixa claro que não tem saída: ou haverá uma renovação completa na economia, política e sociedade ou haverá uma renovação completa na economia, política e sociedade. A renovação já vinha ocorrendo, na verdade, mas a pandemia a impulsionou. Agora, falamos de uma reinicialização do mundo, como diz o Fórum Econômico Mundial, o grande reset. E isso deverá ter três prioridades:

Primeira: Tornar o mundo mais resiliente para eventuais novas surpresas, cisnes negros, como são chamados, talvez diferentes tipos de vírus.

Segunda: Tornar o mundo mais inclusivo, justo e equilibrado, pois atingimos níveis insustentáveis de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Terceira: Tornar o mundo muito mais verde, colocando todos os esforços na descarbonização e preservação de recursos, para evitar uma catástrofe ainda maior. Dessa maneira, podemos esperar para os próximos anos uma agenda muito mais pautada em engenharia social e, o que é o meu assunto aqui, economia circular. A boa notícia é que a quarta revolução industrial trouxe ferramentas tecnológicas que facilitaram a implementação dos conceitos da economia circular como nunca havíamos visto antes, criando uma gama imensa de possibilidades de novos negócios.

ENTENDENDO MELHOR O CONCEITO

O conceito economia circular é um vetor resultante de escolas de pensamentos como o pensamento em ciclos e/ou economia de performance, criado pelo arquiteto Suíço Walter R. Stahel durante a década de 1970, com o conhecido conceito “do berço ao berço” que propõe que o produto deve ser pensado desde de sua concepção até seu descarte correto, em seguida emerge o conceito da ecologia industrial, ainda durante a década de 1970, com forte presença no Japão, introduzindo a simbiose industrial, e após alguns anos mais tarde em 1994, John T. Lyle apresentaria o conceito do design regenerativo, pautado no equilibro entre eficiência e resiliência, colaboração e competição, diversidade e coerência observando a necessidade do todo.

Mais recentemente no início do século 21, a bióloga Janine Benyus, em uma abordagem tecnicista inspirada na natureza, adiciona a tudo isso a biomimética, que consiste em copiar os processos bioquímicos observados na natureza para a gestão de fluxos de energias e materiais e reúne biologia, engenharia, designer e planejamento de negócios na busca da mimetização do que é natural. É relevante ter em mente que, apesar de a economia circular ser muito frequentemente associada a meio ambiente e preservação do planeta, sua cesta é muito maior – na verdade é uma terminologia que está cada vez mais próxima a economia e estratégia empresarial. A melhor expressão holística da circularidade é o diagrama borboleta, criado pela Ellen MacArthur Foundation, organização de referência mundial em economia circular (não confundir com MacArthur Foundation). O diagrama, copiado abaixo, é dividido em ciclo biológico e ciclo técnico, e serve como um mapa para a circularidade.

economia-circular

PRODUTO VIRA SERVIÇO

Uma das maneiras de entender a economia circular é perceber que, em muitos casos, ela transforma produtos em serviços. Vou dar o exemplo do transporte compartilhado. Quando debruçamos sobre dados apresentados pela University of Berkeley, vemos que a porcentagem da utilização real de um automóvel (de qualquer um) em média é de apenas 4% do tempo; nos demais 96% o veículo fica estacionado. Estratificando esses 4% temos que: 0,5% equivale ao tempo preso em congestionamentos, 0,8% buscando vagas para estacionar e por fim, somente 2,6% corresponde a utilização útil. Além disso da capacidade total de 5 pessoas por veículo, a média de utilização é de apenas 1,5 pessoa por viagem, e as estatísticas ficam ainda mais impressionantes quando vemos que, em média, uma família americana disponibiliza aproximadamente 20% da renda familiar na compra de um carro. Diante destes números, vem o seguinte questionamento: Todos nós precisamos ter um veículo? A ineficiência acima pode virar uma oportunidade de negócio, aproveitada com ajuda da tecnologia, como ocorreu com a Uber, que transformou o produto carro em serviço. Mas, para que façamos o mesmo, precisamos mudar nosso mindset e passar a enxergar produtos como serviços. Existem três principais maneiras de transformar produtos em serviços:

 

Transformação de produto em serviço orientado para produto: O produto muda de propriedade, mas vem com serviços relacionados, como manutenção e reparos.

Transformação de produto em serviço orientado para o uso: O que é vendido é o uso do produto, não sua propriedade, o que inclui o aluguel por parte de uma empresa ou entre membros de uma mesma sociedade.

Transformação de produto em serviço orientado para o resultado: Os fabricantes mantêm a propriedade do produto e comercializam os resultados.

Exemplo, vender documentos impressos em vez de impressoras e tinta, iluminação ao invés de lâmpadas.

TENDÊNCIAS (SEM VOLTA)

Uma maneira de começar a embarcar na economia circular é observar suas tendências para o ano de 2021, descritas pela revista Fast Company, que eu trago aqui.

 

  1. Locação de produtos e transformação de produtos em serviço.

Essa primeira tendência é o que acabamos de falar, e as empresas tradicionais vêm aderindo à onda. A Philips, criou uma solução para um aeroporto em Amsterdã no qual, em vez de vender lâmpadas ela fornece iluminação como serviço – assim, assegura a substituição quando necessário, e os equipamentos avariados são remanufaturados e reintroduzidos no sistema. A Michelin oferece um modelo de negócio que a empresa paga pela milhagem rodada de seus pneus. Nos Estados Unidos, a Urban Outfitters anunciou que vai entrar de cabeça no mercado de aluguel de roupas. No Brasil, as marcas de carros Toyota, Volkswagen, Audi e Renault também estão olhando para esse mercado e já disponibilizam o modelo de locação de veículos. Porém há muito ainda para fazer.

  1. Reutilização de embalagens em geral.

Como diz a Fast Company, várias empresas estão testando embalagens reutilizáveis, com o McDonald’s para as xícaras de café e o Burger King, que estuda novas embalagens para o Whopper. A Nestlé iniciou testes de reabastecimento em lojas de café. Há inovações como a Loop, sistema de entrega de alimentos do iFood, e o sorvete Haagen-Daz em embalagem retornáveis para posterior reutilização. A Unilever vai lançar uma embalagem fabricada em aço inoxidável para o desodorante Dove que pode ser reabastecida. “É um produto com design lindo”, diz Joe Iles sobre o novo “contêiner” do desodorante Dove. Iles é o líder do programa de design circular da Ellen MacArthur Foundation.

  1. Redução do uso de embalagens plásticas e melhora na “reciclabilidade”.

A Walmart do Canadá já parou de embalar individualmente alguns produtos com filme plástico. A Infarm, que atua em Berlim e outras cidades alemãs, cultiva verduras e ervas nas dependências dos supermercados, o que, além de proporcionar uma excelente experiência de compra ao cliente (a de comprar produtos colhidos na hora), elimina completamente a embalagens e emissões de CO2 com o transporte.

Ainda há uma maciça utilização de embalagens plásticas, é claro, mas os designers estão se empenhando para facilitar a reciclagem como por exemplo, garrafas d’água sem rótulo. Inovações como estas serão crescentes e necessárias uma vez que a “ilha” de plástico no oceano atualmente possui dimensões estimadas em nove vezes o território de Portugal. (E segundo relatório recente, isso pode triplicar até 2040 se continuarmos com o sistema linear habitual.)

  1. Mais empresas passarão a aceitar os produtos de volta quando você acabar de usá-los.

De olho no crescente mercado de produtos usados, a fabricante de jeans Levi’s inicia um movimento de comprar produtos que você não quiser mais. A Patagônia já é conhecida por recuperar peças reformando-as e reintroduzindo-as no mercado e a Ilkea (Tok Stok do hemisfério Norte) abandonou seu icônico catalogo de papel e promete se tornar uma empresa circular até o final dessa década, para isso ela se dedica em um modelos de logística reversa e negócios circulares. No Brasil, várias startups que funcionam como brechós online são símbolo da economia circular. A Repassa, por exemplo, acaba de receber um aporte de R$ 7,5 milhões e já comercializa cerca de 50.000 peças por mês.

  1. Economia circular entra como parte da estratégia das empresas para lidar com o clima.

Com a crescente mudança para fontes de energia renovável e outras medidas para a redução da pegada de carbono, as empresas perceberam que a economia circular é uma grande aliada nessa direção. Como Iles, da Ellen MacArthur Foundation, explicou para a Fast Company qcerca de 45% das emissões de gases de efeito estufa são oriundas da fabricação, utilização dos produtos, e de como administramos a terra de forma geral. Não é pouco, concorda? Então, reparar ou re-manufaturar um produto para posterior revenda pode evitar grande parte do impacto climático de fazer o mesmo produto novamente e, naturalmente preserva grande parte do valor agregado da industrialização.

  1. Mais governos vão incentivar a economia circular.

A economia circular vem ganhando muita notoriedade nas discussões governamentais, conquistando fortes aliados em direção a um mundo mais circular, por exemplo, o Fórum Econômico Mundial vem colocando cada vez mais em pauta o assunto. O Canadá proibirá a utilização de sacolas, canudos, e outros descartáveis fabricados de plásticos até o final deste ano (partes do Brasil estão nesse caminho, mas outras não). A Noruega possui meta de ter 100% da frota de carros elétricos ou híbridos até 2025 (como o Brasil tem o etanol, este processo tende a ser mais lento aqui.)

O PAPEL-CHAVE DOS DESIGNERS

Os designers (de produtos, serviços, experiências) são peça fundamental de mudança da economia linear para a circular. As decisões que eles tomarem no dia a dia influenciarão o quanto a economia de uma empresa será linear ou circular. Dê atenção, portanto, aos seus designers, sejam eles internos ou terceirizados.

O ANO DE 2021 INICIA UMA NOVA DÉCADA e, com ela, um mundo com olhos mais voltados para a circularidade. Não fique de fora esperando a legislação mudar no Brasil; antecipe-se.

Créditos da matéria: https://www.mitsloanreview.com.br/

Créditos da imagem:  Shutterstock e Gordon Johnson e kmicican em Pixabay

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WASTX Plastic a tecnologia que transforma o lixo dos oceanos em combustível

Desenvolvida por start-up alemã, WASTX Plastic converte lixo em energia sustentável.

WASTX Plastic é uma tecnologia desenvolvida pela empresa alemã Biofabrik White Refinery. A start-up, sediada em Dresden, dedicou seis anos à testagem de um projeto que reduzisse os impactos do plástico que polui os oceanos. O resultado foi a criação de uma tecnologia capaz de converter o lixo plástico em combustíveis e energia sustentável.

O Brasil é o quarto maior produtor de lixo plástico do mundo, chegando a mais de 11 milhões de toneladas por ano – e também é um dos países que menos reciclam esse tipo de resíduo. Na Alemanha, onde nasceu a WASTX Plastic, são geradas mais de 6 milhões de toneladas de lixo plástico anualmente. Embora uma parcela desse lixo seja reciclado, a maior parte dele é exportada para o exterior, onde é queimada, deixada para apodrecer em aterros sanitários ou jogada nos oceanos.

Plástico pode virar energia

A expressão oceano de plástico não foi criada por acaso. Pesquisas estimam que, até 2050, os oceanos tenham mais lixo do que peixes, em razão do alto consumo de plásticos no dia a dia das pessoas. Para reduzir a poluição por plástico, a WASTX Plastic converte esses resíduos em um combustível tipo diesel, pronto para uso humano. A tecnologia pode ser usada em geradores e turbinas ou convertida em eletricidade.

Com a WASTX Plastic, um quilo de plástico descartado pode ser convertido em cerca de um litro de combustível, o que corresponde a até 10 quilowatts-hora de energia. A máquina da WASTX Plastic é capaz de transformar, por dia, cerca de 250 quilos de lixo plástico em combustível.

A mágica acontece dentro de um contêiner cinza, onde o equipamento fica protegido. Trituradores, tubos e tanques dão um aspecto futurista à máquina, mas o processo é, na verdade, simples. A chamada pirólise consiste na decomposição de lixo plástico por meio da ação do calor.

Em condições de oxigênio zero, a equipe responsável pela máquina aquece o lixo plástico e o tritura a uma temperatura de 500 graus, para filtrar resíduos como areia e sal. No final, escorre um líquido escuro e viscoso, semelhante a uma geleia.

WASTX Plastic pode ser solução global para o lixo plástico

Os idealizadores da WASTX Plastic pretendem, no futuro, trabalhar junto com hotéis e municípios para limpar praias repletas de lixo. Turistas e moradores locais seriam convidados a jogar seus resíduos plásticos em sacos e receberiam, em troca, uma pequena quantia em dinheiro.

Com a WASTX Plastic, não apenas a quantidade total de lixo plástico encolheria, mas também o combustível produzido poderia ser utilizado para abastecer navios ou geradores. A solução para o problema do plástico traria, portanto, benefícios ainda maiores para as comunidades.

A empresa responsável pela WASTX Plastic já tem contratos em países como Austrália, Japão, Estados Unidos, Coréia e Turquia. A pretensão é expandir a ideia pelo mundo, sob o lema “Trash to cash” (“lixo por dinheiro”).

Além da Biofabrik, existem várias empresas trabalhando em soluções inovadoras para os grandes problemas ambientais do mundo, como o lixo plástico. No entanto, também deve haver interesse das autoridades mundiais para implementar políticas e leis que transformem as empresas verdes em comerciantes primários ou secundários no ciclo comercial mundial.

Segundo a Associação Internacional de Resíduos Sólidos (Iswa, na sigla em inglês), cerca de 25 milhões de toneladas de resíduos são despejadas nos oceanos por ano. Por isso, qualquer tecnologia capaz de oferecer outro destino ao lixo plástico, como a WASTX Plastic, é mais que bem-vinda: é urgente.

 

Créditos da matéria: https://www.ecycle.com.br

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São Paulo tem a menor emissão de co2 da história

Energias renováveis já representam 60% da matriz energética do Estado. E tudo antes da pandemia

O Estado de São Paulo registrou a menor emissão de dióxido de carbono da história: foi 1,614 toneladas de CO2/ano per capita. Não, o resultado não é consequência das mudanças que o mundo está vivendo por causa da pandemia do coronavírus. O Balanço Energético nesta quarta-feira (16/9/20) pela Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente é referente ao ano de 2019.

São Paulo registrou também maior produção e consumo de etanol hidratado na década (2009 a 2019) e nos últimos dez anos, o Estado ultrapassou por duas vezes a marca de 60% da matriz energética com energias renováveis e o PIB paulista cresceu 2,8% em 2019.

“Isso mostra o quanto é importante aliar o desenvolvimento com a sustentabilidade”, disse o secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente, Marcos Penido.

A oferta total de energia registrou um acréscimo de 2,3% e o consumo final cresceu 1,5%, ambos em relação ao ano anterior. O documento aponta ainda outros dados importantes, como o consumo médio de eletricidade de 151 GWh no Estado e os maiores consumidores por setor, estando o industrial (42%) no topo da lista, seguido por transportes (34%) e residencial com 8%.

“Com a eletrificação da frota, o uso do biometano, do biodiesel e do etanol, esperamos melhorar ainda mais a qualidade do ar que respiramos”, ressaltou a diretora-presidente da Cetesb, Patrícia Iglecias.

Na participação do consumo por combustível, os derivados de petróleo representam 34%; seguido pelo bagaço de cana, com 24%; a hídrica (19%); o etanol etílico (10%); o gás natural (7%) e as demais 6%.

Clique aqui para o estudo completo.

Créditos da matéria: https://ecoinforme.com.br/

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Pernambuco implanta programa de dessalinização para abastecer 30 mil pessoas

O Programa Água Doce é uma ação do Governo Federal, coordenada pelo Ministério do Meio Ambiente em parceria com instituições federais, estaduais, municipais e sociedade civil.

As obras de implantação dos sistemas de dessalinização do programa Água Doce começaram na 1ª semana de julho. 

São ações de melhoria hídrica do Agreste e Sertão do Estado. Serão instalados, neste momento, 93 sistemas de dessalinização, de 170 previstos.

A ação beneficiará as cidades de Manari, no Sertão do Moxotó, e Itaíba, Águas Belas, Iati, Paranatama, Caetés e Capoeiras, no Agreste Meridional.

A previsão para a conclusão dos sistemas em 21 municípios é de até dois anos.

Também estão em curso o Programa de Integração do São Francisco (PISF), que beneficiará 12 mil residentes em comunidades localizadas em um raio de até cinco quilômetros de distância dos canais Norte e Leste da Transposição, e a implantação de cisternas e perfuração de poços.

Créditos da matéria: https://www.saneamentobasico.com.br/

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Tecnologia inovadora para um futuro sustentável

Alta tecnologia e soluções inovadoras, produtos que diminuem o impacto ambiental. Hoje já é possível conectar a sua casa em seu celular, além de trazer soluções inteligentes, os produtos são pensados em praticidade e contribuição para o meio ambiente. Confira a matéria:

 

SmartHome

Aparelhos inteligentes que poupam energia e o planeta. Saiba como pequenas mudanças podem fazer toda diferença para o futuro

No dia 22 de abril foi celebrado o Dia da Terra e em 22 de março, foi comemorado o Dia Mundial da Água, datas que trazem uma mensagem forte sobre conscientização. Datas como essas nos fazem refletir em formas de contribuir para um futuro melhor e preservar o que mais temos de precioso: a natureza. Na dúvida de como ajudar, comece em casa mesmo, com eletrodomésticos e ferramentas que poupam energia. Saiba que mesmo pequenas mudanças podem fazer uma grande diferença.

A LG Electronics sempre esteve comprometida em entregar a mais alta tecnologia e as melhores soluções para seus clientes, sempre com um olhar sustentável. A aposta em inovações tecnológicas que diminuem os impactos ambientais é uma das formas de proporcionar um futuro melhor para todos. Os eletrodomésticos e condicionadores de ar da marca, por exemplo, foram pensados para entregar, além de praticidade e conforto, economia de água e energia.

Ao pensar nas mínimas mudanças, que podem causar muita diferença, a LG separou algumas dicas para te ajudar a ter práticas mais sustentáveis.

1) Conecte sua casa

Muitos de nós saímos de casa sem desligar lâmpadas, o ar-condicionado ou o aquecedor, desperdiçando recursos e dinheiro. Felizmente, existem ferramentas eficazes e fáceis de usar que podemos controlar e monitorar de qualquer lugar por meio de um smartphone.

Para termos essa praticidade em mãos, existem os aparelhos inteligentes – geladeiras a equipamentos de lavanderia -, que podem ser monitorados e controlados com mais eficiência com um único aplicativo, como o LG ThinQ. Com o app, o usuário pode verificar se a TV ficou ligada, ajustar os controles do ar-condicionado para evitar o desperdício de energia, ou baixar ciclos especializados para a lavadora para minimizar o uso de água.

2) Adote eletrodomésticos com alta eficiência energética

Comprar eletrodomésticos de alta eficiência energética é uma das melhores formas de tornar seu lar mais ecológico. A crescente oferta de produtos com o selo Energy Star contribui para a proteção do planeta, além de permitir economia nas contas mensais de energia e água.

Por exemplo, as lavadoras de roupas inteligentes, como a TurboWash 360, podem ajudar uma família a reduzir seu consumo de água. Equipada com o AI Direct Drive™ da LG e detentora do selo Energy Star, a máquina deixa as roupas mais limpas e usa inteligência artificial para reduzir os danos nos tecidos.

Mais uma forma de ajudar o meio-ambiente é a tecnologia Inverter. Presente em alguns dos produtos LG, como os refrigeradores e os condicionadores de ar, garante uma operação mais eficiente e econômica que os compressores convencionais, além de maior durabilidade. A linha LG de geladeiras smarts, por exemplo, possuem o compressor Linear Inverter™, que economiza até 32% de energia e é mais silencioso. Os condicionadores de ar inteligentes, que contam com a tecnologia DUAL Inverter, resfriam com uma rapidez e alta eficiência energética.

A troca de eletrodomésticos comuns por inteligentes não só facilita a vida, como faz muito pelo planeta e pela preservação dos nossos recursos naturais.

3) Participe

Não precisamos celebrar a Terra apenas em um dia. O Dia da Terra evoluiu ao longo de seus cinquenta anos de vida e é celebrado de muitas formas convenientes, inclusive por meio de iniciativas ambientais on-line.

Você pode participar do Earth Challenge 2020 da Earth Day Network por meio de um app móvel. Pelo aplicativo é possível visualizar as questões ambientais que afetam sua área, contribuir com ideias com outras usuários, além de acessar aulas e atividades guiadas sobre o meio ambiente. Kits de ferramentas on-line estão disponíveis a quem quiser saber mais sobre importantes questões ambientais que afetam o mundo hoje. Ações de limpeza individuais também são uma opção para quem quer agir agora (sempre respeitando as medidas de segurança e distanciamento social).

Devemos fazer nossa parte todos os dias para tornar o mundo um lugar melhor. Considere assumir o compromisso “Energy Star Pledge”, disponível no www.energystar.gov. Começando com pequenas mudanças em casa, podemos ajudar a preservar o nosso planeta para as futuras gerações.

A LG contribui para fazer a diferença em todos os dias do ano. Como já foi dito, “o único caminho, se quisermos melhorar a qualidade do meio ambiente, é o envolvimento de todos.”

 

Créditos da matéria: https://www.segs.com.br/

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“Agora é Normal”

Normalnow.com é um site que divulga uma campanha de educação e conscientização sobre os benefícios dos veículos elétricos. Como muitas novidades do passado, como a própria internet e o telefone celular, a ideia de comprar um carro elétrico pode parecer estranha no início, mas vai evoluindo e se tornando normal com o tempo. Confira:

Novas tecnologias podem parecer estranhas no começo, mas com o tempo nos acostumamos e adaptamos a suas vantagens, principalmente quando traz benefícios para o planeta.

 

Créditos:  NormalNow.com

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Pesquisadores criam vidro capaz de converter energia solar em eletricidade

Na matéria a seguir, uma solução inovadora que traz novos recursos sustentáveis para o planeta, confira:

Uma equipe de cientistas do Lawrence Berekley National Laboratry criou um painel de vidro fotovoltaico capaz de absorver energia solar e convertê-la em energia elétrica. Segundo o estudo publicado pelos pesquisadores, no longo prazo o material pode ser usado para substituir a maioria dos painéis tradicionais, criando prédios ou carros capazes de gerar sua própria eletricidade. 

O vidro é revestido por um líquido semicondutor que contém diversos compostos químicos, como césio e iodeto de chumbo. Em temperatura ambiente, ele é bem transparente, permitindo a passagem de 82% da luz que chega nele; no entanto, aquecido até 105ºC, ele assume uma coloração alaranjada e se torna mais opaco, deixando passar apenas 35% da luz.

Quando exposto à luz do sol, o vidro é capaz de converter o calor que chega do astro em energia elétrica. Essa energia, por sua vez, pode ser aproveitada pelo sistema elétrico da casa, do carro ou do prédio em que ele está instalado. Além disso, como ele é menos transparente do que os vidros tradicionais, ele permite a passagem de menos calor para dentro dos locais onde é colocado; dessa forma, um prédio comercial revestido com esse vidro gastaria menos energia com ar condicionado, por exemplo.

Desafios

No entanto, segundo o Fast Co. Design, a equipe de pesquisa do laboratório ainda tem uma série de desafios para tornar a sua criação viável. O primeiro deles é aumentar sua eficiência: por enquanto, ela só converte cerca de 7% da energia que chega até ela em energia elétrica aproveitável. Segundo o professor Peidong Yang, que lidera a equipe de pesquisa, o mínimo para que ele seja economicamente viável seria 10%.

Além disso, os pesquisadores também pretendem reduzir a fronteira de temperatura a partir da qual o vidro começa a gerar energia. Embora ela esteja atualmente em 221ºF (105ºC), os cientistas pretendem baixá-la até 122ºF (50ºC) – que é, segundo eles, a temperatura que um painel de vidro na lateral de um prédio comercial atinge. Nesse caso, as janelas do edifício seriam transparentes de manhã mas iriam escurecendo conforme o dia fosse esquentando.

Finalmente, há uma questão estética também: por enquanto, os pesquisadores só conseguem fazer com que o vidro fique vermelho, laranja ou marrom quando aquecido. No entanto, como designers e arquitetos são alguns dos possíveis interessados no produto, a equipe pretende fazer também modelos de outras cores. Para isso, há duas possibilidades: uma delas é usar outro tipo de perovskita (um dos componentes químicos do vidro) ou usar também um corante no vidro.

Créditos da matéria:  Olhar Digital

Créditos da imagem: Internet

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Ambev assina contrato de R$ 140 mi para construção de 31 usinas solares no Brasil

Empresas investem em soluções sustentáveis, praticando uma atitude ambientalmente correta, planejando a diminuição de gastos e reduzindo a poluição. Confira a matéria:

A Ambev assinou contratos com quatro diferentes parceiros para construção de 31 usinas solares até março de 2020 que abastecerão todos os 94 centros de distribuição da cervejaria no país.

O movimento faz parte de um esforço global da matriz, Anheuser Busch InBev, de ter 100% da eletricidade utilizada em todas as operações no mundo proveniente de fontes limpas até 2025 e sucede outras iniciativas do grupo na área.

Em agosto, a maior cervejaria da América Latina se aliou à alemã Volkswagen Caminhões e Ônibus para adicionar 1.600 caminhões elétricos à frota de seus 20 operadores logísticos até 2023.

Garrafas Ambev
Garrafas Ambev

Com o mais recente acordo, que segue um modelo conhecido no mercado como geração distribuída, a Ambev pagará um total de R$ 140 milhões ao longo de um período de dez anos para os quatro parceiros, que por sua vez terão investido R$ 50 milhões na construção das 31 usinas solares.

“Funciona quase que como um aluguel e ao fim do contrato de 10 anos todas as usinas solares serão nossas”, disse o diretor de sustentabilidade e suprimentos da Ambev, Leonardo Coelho.

Ele acrescentou que o projeto total requer 50 mil painéis solares, que juntos devem gerar 2.600 megawatts-hora (MWh) por mês, evitando a emissão de 2.900 toneladas de dióxido de carbono anualmente. Alguns dos componentes serão importados da China e outros montados localmente, segundo o executivo.

“A geração é suficiente para abastecer as residências de 15 mil famílias e claro que, na média, a energia deve ser mais barata, mas o benefício mais significativo disso tudo é o ambiental, não o financeiro”, comentou Coelho.

A Ambev citou pela primeira vez os planos de ter seus centros de distribuição movidos a energia limpa em dezembro, quando noticiou uma parceria inicial com uma empresa de Curitiba para construção de uma usina solar na cidade mineira de Uberlândia.

“Goiás e Sergipe devem provavelmente ser os próximos Estados em nosso cronograma de implementação”, contou o diretor, ressaltando que a cervejaria tem centros de distribuição em quase todos os Estados brasileiros.

A geração distribuída vem ganhando popularidade no Brasil como uma alternativa para fomentar fontes renováveis de energia. Mais recentemente, a agência reguladora Aneel abriu uma consulta pública sobre uma proposta preliminar de alteração nas regras do modelo de negócio a partir de 2020. A expectativa é de que uma decisão seja tomada até o fim deste ano.

Energia Solar Ambev
Energia Solar Ambev

Mas Coelho afirmou que a decisão da Ambev de acelerar a implementação das usinas solares em sua cadeia de distribuição não está relacionada às possíveis mudanças no front regulatório.

Ele ainda enfatizou que os esforços da companhia para conduzir os negócios de maneira mais sustentável não se limitam ao Brasil.

Na Argentina, 100% das cervejarias da empresa utilizam energia eólica, enquanto no Chile as operações são movidas a energia solar e eólica, de acordo com o executivo. A Ambev, na qual a matriz AB InBev detém uma participação de 61,9%, opera em 16 países nas Américas.

O investimento recente em usinas solares no Brasil surge poucas semanas após a subsidiária brasileira da rival Heineken anunciar investimento de R$ 40 milhões em um parque eólico em Acaraú, no Ceará, que produzirá energia suficiente para abastecer cerca de 30% do consumo das 15 cervejarias da marca no país.

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