Posts

Honda vai investir R$ 30 milhões para expandir o parque eólico


Investimento para expandir parque eólico e recuperação do mercado automotivo são ótimas notícias para a indústria automobilística e o meio ambiente. Confira a matéria:


Foto: Gabrielle Chagas G1

Unidade paulista ficou quase 3 anos fechada depois de pronta. Ela abre com a produção do Fit e, em dezembro, recebe o WR-V. Até 2021, todos os modelos nacionais da marca sairão de lá.

A Honda vai utilizar energia do vento para compensar a energia elétrica gasta em nova fábrica em SP. A montadora vai investir R$ 30 milhões para expandir o parque eólico que possui em Xangrila-Lá (RS) para que ele produza a mesma quantidade de energia que a fábrica de Itirapina (SP) demanda.

O anúncio foi feito nesta quarta-feira (27), durante na cerimônia de inauguração da fábrica paulista.

“Afirmo com orgulho que todos os carros fabricados em Itirapina irão utilizar energia limpa”, disse o presidente da Honda na América do Sul, Issao Mizoguchi.

A unidade recém-inaugurada ficou quase 3 anos fechada depois de pronta, por conta da crise que atingiu também o setor automotivo.

O primeiro carro feito lá é Fit, e a unidade será responsável pela produção de todos os veículos nacionais da marca até 2021. Até agora, os demais modelos saem da fábrica de Sumaré (SP), que será mantida com a produção de componentes.

O próximo modelo a ser feito em Itirapina será o WR-V, em dezembro.

Além disso, a montadora anunciou que vai trazer 3 modelos híbridos (com motor elétrico e outro a combustão) para o Brasil até 2023, mas eles serão importados.

Trancada pela crise

A Honda começou a construir a fábrica de Itirapina em 2013. Fruto de um investimento de R$ 1 bilhão e com uma área de 5,8 milhões de metros quadrados, ela deveria ter sido aberta em 2016.

Em entrevista ao G1, no início do ano passado, Mizoguchi disse que a unidade só seria aberta quando houvesse reais condições – na época, segundo o executivo, não existia demanda suficiente para duas fábricas operando, portanto, ela não produziria nem o equivalente a 1 turno.

Nesta quarta, o executivo explicou que a decisão de por a fábrica para funcionar não se deveu a uma melhora no mercado.

“Não é o aumento (nas vendas de carros no Brasil), a recuperação do mercado que foi o fator decisivo para iniciarmos a produção aqui”, explicou o presidente da montadora.

“(É) Simplesmente porque essa fábrica tem equipamento melhor, layout melhor, ecologicamente melhor também. Tem uma condição para melhorar um pouquinho a competitividade”, completou.

“Você tá com dois carros: um carro antigo e um carro novo. Chega uma hora que você fica com vontade de usar o carro novo”, comparou.

Para Mizoguchi, o Brasil ainda está muito abaixo do nível do começo da década, antes da crise. “(Só vai chegar) Ao nível de 2013, que foi um ano bom de vendas no Brasil, ser em torno de 2025. Está melhorando, mas estamos muito longe do nível de 2013”, afirmou.

Instalações

De acordo com a fabricante, a nova unidade tem capacidade nominal de produção de até 120 mil carros ao ano, dividida em dois turnos, e contará com a experiência dos funcionários transferidos da planta de Sumaré.

Por enquanto, 400 colaboradores já trabalham em Itirapina – até 2021 serão 2 mil. Com a transferência, não haverá novas contratações.

Na fábrica de Sumaré, permanecerão atividades como produção do conjunto motor, bem como como fundição, usinagem, injeção plástica, engenharia da qualidade, planejamento industrial e logística.

A montadora diz ainda que a fábrica segue as melhores práticas de produção da Honda no mundo, com tecnologias otimizadas de estamparia e solda, além do novo processo de pintura da carroceria, com base d’água.

Foto: Gabrielle Chagas G1

Otimismo

Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antônio Megale, a inauguração da fábrica consolida a expectativa de expansão do mercado, que cresceu 10,6% de janeiro deste ano até agora.

“Sabendo que estamos passando por uma transformação extraordinária nos termos de indústria automobilística mundial, é importante que a gente invista em pesquisa de desenvolvimento e inovação e esse programa nos traz isso”, disse Megale.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), disse que com a recuperação do mercado as condições físicas da fábrica permitem a expansão de produção e, consequentemente, a geração de mais empregos.

“Quero dizer que R$ 1 bilhão de investimento é algo substantivo, não é apenas para Itirapina, mas é para São Paulo e para o Brasil. Estamos falando de investimento parte já consolidado e parte a consolidar nesses próximos quatro anos, é especialmente importante”, declarou.F

Créditos da matéria:  G1

Créditos da imagem: Gabrielle Chagas/G1

Confira a matéria na íntegra.

Nova tecnologia pode capturar carbono emitido pela indústria

Uma boa forma de conservar e proteger a atmosfera é reduzir as emissões de gases poluentes e, com essa nova tecnologia, é possível diminuir os danos. Confira a matéria:

Seria possível sugar CO2 de bolsões de fumaça, pois o gás causador do efeito estufa no mundo se cristaliza e pode ser separado antes de chegar à atmosfera.

A mesma tecnologia que permite aos mergulhadores e tripulantes de submarinos respirarem debaixo d’água pode ser usada para absorver as emissões nocivas da indústria e de usinas de energia a carvão, segundo estudo publicado na revista Chem.

Pesquisadores do Oak Ridge National Laboratory, no Tennessee, descobriram uma maneira de coletar e armazenar gás CO2 por meio de uma nova técnica: uma substância especial de produtos químicos orgânicos chamados imino guanidinas ou BIGs (na sigla em inglês) se ligam ao bicarbonato em soluções de dióxido de carbono-água.

Quando o CO2 capturado das chaminés de fábricas é forçado a passar por uma solução de BIGs e água, parte desses compostos orgânicos se ligam ao bicarbonato que é formado na solução de CO2-água. O produto resultante são pequenos cristais que podem ser separados da água, o que significa que pode ser armazenado em vez de liberado para a atmosfera. Os cristais podem até ser usados ​​novamente para capturar mais dióxido de carbono posteriormente.

Essa técnica “tem um tremendo potencial”, disse Kristin Bowman-James, químico da Universidade do Kansas em Lawrence, à Science Magazine. Mas ainda não é certo se a tecnologia será eficiente e econômica em escala industrial, porque sugar grandes quantidades de dióxido de carbono emitido exigiria quantidades imensas de BIGs.

Mas já se sabe que a técnica é extremamente eficiente: utiliza cerca de 24% menos energia do que os “purificadores” de dióxido de carbono comumente usados ​​- um processo similar que usa um composto orgânico diferente.

Créditos da matéria:  Revista Planeta

Créditos da imagem: iStockphotos

Confira a matéria na íntegra.

Paraná tem a rodovia eletrificada mais longa do País: 730 km

As estações de recarga de veículos elétricos espalham-se pelo país. Uma das principais vantagens é que um carro movido a eletricidade contribui para um planeta mais limpo, tornando-se cada vez mais possível a diminuição da poluição. Confira mais na matéria:

Leia mais

Árvore Eletrônica

A Sologic, startup israelense que trabalha com produtos que fornecem energia solar aos consumidores, desenvolveu a eTree, a árvore que não produz oxigênio, mas sim energia limpa e outros benefícios. Confira mais na matéria:

Leia mais

Saiba como se tornar um consumidor consciente em passos simples

Hoje é necessário adotar um consumo consciente, criar bons hábitos para conquistar qualidade de vida e para proteger o meio ambiente. Na matéria a seguir algumas dicas para serem utilizadas no dia a dia. Confira:

Leia mais

Energia eólica muda realidade de agricultor no sertão paraibano

A energia limpa traz diversos benefícios para o planeta e para o homem. A matéria a seguir conta como a Neoenergia, através das construções de parques eólicos, mudou a vida de algumas famílias de Santa Luzia. Confira:

 

Seu Piúga, 73 anos, casado e pai de quatro filhos, nunca tinha ouvido falar “nesse negócio de vender vento”. Acostumado a plantar milho, feijão, algodão e a criar gado, viu sua produção diminuir ao longo da vida pela seca que castiga o sertão paraibano e pelas poucas perspectivas neste meio, afastado dos grandes centros urbanos e dos investimentos.

Um dia, no final de uma tarde quente em Santa Luzia, interior da Paraíba, um homem chegou em uma caminhonete falando para ele que queria comprar vento. Era 2010. Desconfiado daquela história, o agricultor contou a mulher, que estranhando aquele assunto, disse que iriam enganá-lo de alguma forma e perderiam o pouco que tinham. Mas ele já havia dado sua palavra ao homem, que mostrando seriedade disse que voltaria para acertar o negócio no outro dia. E palavra é coisa séria para o nordestino.

Hoje, graças ao potencial eólico descoberto na região, Piúga faz parte de uma das 23 famílias que aceitaram a proposta do Grupo Iberdola, através de sua subsidiária no Brasil, Neoenergia, para uma compensação financeira pelo arrendamento de parte de suas terras pelo Complexo Eólico de Santa Luzia, que desde setembro do ano passado opera com três parques, cada um produzindo 31,5 MW de energia, num total de 45 turbinas eólicas modelo G114, ligadas ao sistema por 270 Km de cabos subterrâneos.

Santa Luzia foi avaliada através de dados históricos do IBGE e pela instalação de uma torre de medição da Neoenergia, no intuito de comprovar a qualidade dos ventos na região: constantes, com velocidade estável e unidirecionais. Só depois desse processo o empreendimento pode ser viabilizado, levando também a questão do custo benefício da localidade.

“Aqui descobrimos uma área muito boa para ampliação, e já reduzimos os custos com as estradas que construímos”, comentou o Gestor de O&M de Parques Eólicos da Iberdola, Jussiê Dantas.

Com três aerogeradores em seu terreno, Piúga, que no cartório se chama Luís Antônio, é mais um personagem dessas histórias de vida desafiadas pela seca no sertão nordestino, que no último período deixou os moradores da região sem ver água cair do céu por sete anos.

Filho de agricultores, ficou órfão de pai e mãe aos 14 anos de idade, vítimas de câncer. Não completou o ensino fundamental, e morar “de favor” na casa dos outros lhe incomodava. Muitas vezes tomava bronca sem ao menos merecer. Quando fazia o trajeto de 10 Km até a escola, a pé, às vezes via uma sombra no meio do caminho e parava para dormir. “Quem me ensinou foi a vida”, lembrou.

Após a morte do pai, dividiu a herança com seus 14 irmãos: ficou com 50 hectares de 700, terra que hoje ele vem cuidar todo dia para dar comida aos animais, já que se mudou com a família para a área mais urbanizada do município após o arrendamento.

 

“Ninguém queria essas terras. Aqui nem cobra se cria”

Com um sorriso fácil no rosto, apesar da vida sofrida, Piúga conta que numa época pensou em vender sua parte no terreno e comprar uma granja em Natal (RN), mas que a pouca valorização da região o fez recuar da ideia. “Sobreviver aqui não é fácil, nem de graça queriam propriedade. Aqui nem cobra se cria”

Mas foi um pressentimento repentino que o fez segurar a terra quando teve uma proposta: “Falei pra mim mesmo que iria ficar aqui até a morte”.

Hoje ele ainda cria 14 cabeças de gado. Tinha 50, mas teve que vender naquele tempo para se manter. Mas tudo melhorou com a chegada dos aerogeradores. “Se não fosse essa usina não ia mais ter gente aqui, quem iria conseguir sobreviver?” Agora o agricultor, que trocou o cultivo de algodão para vender vento, costuma brincar, que quando não tem vento, vai para frente da torre assoprar.

Com o valor que recebe todo mês, conforme a produção de energia gerada pelas turbinas, o arrendatário conseguiu comprar uma televisão, geladeira, reformar a casa, o terraço e até comprar um carro, realidade antes inimaginável para suas condições.

Ele saúda também os benefícios que vieram para uma região abandonada pelo poder público, como a construção de mais de 60 Km de estradas rurais, além de outras famílias beneficiadas e a criação de 500 empregos para implantação dos parques.

“Estrada não tinha aqui, era um sofrimento. Os prefeitos não faziam nada, tínhamos que usar até carrinho de mão para Santa Luzia”, contou.

Para quem um dia foi sozinho na vida, Piúga se mostra “feliz até demais” por ter uma família grande. “Tem dia lá em casa que tem uns 14 pra tomar café, almoçar e jantar”, brinca. Com a renda extra é possível ainda ajudar outros familiares, como a neta que está fazendo faculdade em Natal.

“Ajudo o pai dela, porque só para ele fica pesado. Se não fosse o negócio desses aero, eu não teria o que fazer”, conta o agricultor, com os olhos ligeiramente marejados.

Assim como a família de Seu Piúga, muitas outras foram contempladas pelo “negócio dos ventos”, que tem levado novos rumos e perspectivas para vidas no Seridó da Paraíba. São histórias que o sertão esconde. Os benefícios, diretos ou indiretos, demonstram a dimensão que essa relação de simbiose entre a usina e os arrendatários pode gerar.

“O que tinha aqui antes do parque? Tínhamos agricultura e comercio local. Uma criança pensava em ser agricultor ou sair da região. Agora se tem uma nova visão, de trabalhar num parque eólico, de ser um engenheiro, um técnico. É uma perspectiva de futuro”, avaliou Jussiê, emocionado por fazer parte de um projeto que proporciona esse tipo de transformação social. “É muito gratificante”, completou.

Ampliação

O estado da Paraíba conta hoje com 16 parques eólicos, sendo Santa Luzia o primeiro complexo instalado no interior, e cuja geração cobre os outros 13 parques, todos menores e antigos, localizados Mataraca e Alhandra, ambos no litoral.

Lagoa I, II e Canoas estão conectados à subestação local e transmitindo energia ao SIN por meio de duas linhas de transmissão. As obras nas três primeiras instalações contaram com investimentos de R$ 500 milhões, via financiamento BNDES.

“Hoje estamos conectados na distribuição. Depois construiremos uma rede mais robusta para a transmissão, através do outro leilão, de transmissão”, revelou Jussiê Dantas.

Em 2020, a Neoenergia irá ampliar a planta atual com a construção de mais 15 parques até 2023, o que representará o maior complexo eólico da América Latina em termos de quantidade de turbinas por área, num aporte previsto de mais de R$ 2 bilhões.

Serão ao todo 189 aerogeradores espalhadas ao longo de 900 Km², com a próxima geração sendo do modelo SG 132, com a capacidade de gerar 3,1 MW. A fabricante é a Siemens Gamesa, que produz uma parte das peças na sua fábrica em Camaçari (BA) e outras na Espanha e China.

Uma nova subestação de 500 kV também será implantada em pontos de conexão com as linhas que serão ampliadas, para que outras empresas se conectem. Com a expansão, o complexo poderá atender a 1 milhão e meio de pessoas, podendo alimentar duas cidades como Patos (PB), de 200 mil habitantes.

Segundo relatório da Associação Brasileira de Energia Eólica – Abeeólica, a energia eólica ultrapassou a marca de 14 GW de capacidade instalada para produção nacional da fonte. Para efeito de comparação, o valor é o mesmo da capacidade instalada de Itaipu, a maior hidrelétrica do país. Deste total, cerca de 85% é gerado pelo Nordeste, totalizando 12,2 GW de potência instalada, que no dia 13 de setembro foi responsável por atender a 74% da carga consumida na região com energia provinda dos ventos.

Além disso, o Brasil vem demonstrando crescimento no segmento, alcançando posições melhores a cada ano no ranking dos países que mais geram energia eólica no mundo. Atualmente o país encontra-se em oitavo lugar, tendo ultrapassado a Itália e o Canadá nos últimos dois anos, de acordo com o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC).

No caso do Complexo Santa Luzia, além da capacidade de geração, outro fator de atratividade para o negócio é que as empresas e clientes pagam taxas menores pela transmissão, pois o complexo está próximo da área de consumo. Há também os incentivos fiscais e uma zona de interesse de mais de 2 GWh para produção de várias empresas, que querem vir se instalar na região para usar essa energia.

*O repórter viajou a convite da Neoenergia

 

Créditos da matéria: Canal Energia

Créditos da imagens: Divulgação

Confira a matéria na íntegra.

 

Energia limpa pode superar uso de carvão na Alemanha até o fim do ano

A energia limpa é muito importante para a proteção do meio ambiente, garantindo a sustentabilidade do planeta e a qualidade de vida das pessoas. As principais fontes de energia limpa são: hidrelétrica, eólica e solar.

Na matéria a seguir observamos que fontes de energia limpa vêm ganhando espaço no mundo. Confira:

FRANKFURT (Reuters) – A energia limpa está no caminho para ultrapassar o carvão como principal fonte de energia da Alemanha neste ano, com as fontes renováveis atingindo um recorde de 38 por cento do consumo de eletricidade do país, dois por cento a mais do que em 2017, disseram dois grupos do setor de energia nesta quinta-feira.

As estimativas do grupo BDEW e do instituto de pesquisa ZSW confirmam a suas previsões de novembro, que projetaram um aumento da fatia da energia limpa no consumo de eletricidade.

A produção de energia renovável como uma categoria única tem se aproximado da participação de combustível fósseis individualmente na Alemanha desde que o país começou a depender mais da energia eólica e solar na última década.

A contribuição dos renováveis é politicamente significativa na maior economia europeia, que pretende que a fatia da energia limpa alcance 65 por cento até 2030.

Os números finais a cada ano dependem dos padrões climáticos, que precisam gerar ventos rápidos e sol o suficiente para dar combustível a turbinas eólicas e painéis solares.

Uma seca duradoura desde a primavera de 2018 na Europa resultou em uma queda na produção de energia hidrelétrica em 16 por cento na comparação anual, um total de 17 bilhões de kWh, destacaram os dois grupos em comunicado.

Porém a expansão da produção a partir de fontes renováveis como um todo continuou, permitindo a energia limpa a superar a fatia de carvão importado e carvão marrom doméstico, que juntos somaram 36 por cento do consumo de energia nos nove primeiros meses do ano.

Créditos da matéria: Reuters

Créditos da imagens: Michaela Rehle

Confira a matéria na íntegra.

 

 

Geração eólica cresceu 19% até agosto de 2018

Com 7.017 MW médios, agosto registrou maior produção da história da fonte no país, cuja representatividade chegou a 11,5% do total gerado no Sistema Interligado Nacional durante o mês.

Com uma produção de 4.795 MW médios, a geração de energia eólica em operação comercial no país cresceu 19% entre janeiro a agosto de 2018, na comparação ao mesmo período do ano passado. A informação consta na última atualização do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Durante agosto, ao alcançar 7.017 MW médios, as usinas eólicas registraram a maior produção de energia da história. A produção elevou a representatividade da fonte, em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema, para 11,5% neste ano. A fonte hidráulica, incluindo as PCHs, foi responsável por 62,2% do total, as usinas térmicas responderam por 25,8% e a fonte Solar com 0,6%.

A CCEE contabilizou ao todo 519 usinas eólicas em operação no país ao final de agosto, somando 13.212 MW de capacidade instalada, e representando incremento de 10,6% frente aos 11.951 MW de capacidade das 470 unidades geradoras existentes em agosto de 2017.

Na análise da geração por estado, o Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor eólico no país, com 1.351,2 MW médios de energia entregues nos primeiros oito meses do ano. Na sequência, aparecem a Bahia com 1.162,7 MW médios produzidos, Piauí, com 619,1 MW médios, Ceará, com 617,3 MW médios e o Rio Grande do Sul, com 590,5 MW médios.

Os dados consolidados da câmara confirmaram ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.592 MW, Em seguida aparece a Bahia com 2.967 MW, Ceará com 2.162 MW, o Rio Grande do Sul com 1.778 MW e o Piauí com 1.443 MW de capacidade.

Créditos da matéria: Canal Energia – Por Redação

Créditos da imagens: Divulgação 

Confira a matéria na íntegra.

5 projetos incríveis de economia de energia que podem mudar o mundo

A gente só dá valor à energia quando a luz acaba. Nesse momento, o computador só funciona graças à bateria, a internet “morre” e descobrimos que não tem muita coisa para se fazer sem a ajuda da eletricidade. Mas você já parou para pensar de onde vem a energia e como ela afeta o meio ambiente?

Vivemos em um período de crise energética, em que a demanda é alta e os meios de produção de eletricidade nem sempre são os mais sustentáveis. Por isso, a busca por fontes de energia limpae métodos para economia de energia estão em alta. Essa jornada pela eficiência energética e pelo zelo ao meio ambiente é, em boa parte, potencializada pela tecnologia e por soluções no mínimo criativas.

Conheça algumas delas:

1. OrbSys: o chuveiro que recicla a água do banho e gasta menos energia

Para economizar água e energia elétrica, banhos curtos sempre foram a principal recomendação. Mas o designer sueco Mehrdad Mahdjoubi foi além e buscou na tecnologia uma solução mais eficiente para tornar o banho sustentável. Trata-se do OrbSys, um chuveiro capaz de reciclar a água utilizada, economizando até 90% da água e 80% da energia gastas.

Com um sistema de purificação integrado, é possível remover as impurezas da água que cai no ralo, fazendo com que ela possa ser usada várias vezes durante o banho.

Com um sistema de purificação integrado, é possível remover as impurezas da água que cai no ralo, fazendo com que ela possa ser usada várias vezes durante o banho.

2. Solar Impulse 2: o avião movido a energia solar

A energia solar é um dos mais promissores tipos de energia limpa. Para provar isso, a dupla de pilotos suíços Bertrand Piccard e André Borschberg topou o desafio de dar a volta ao mundo a bordo do Solar Impulse 2, um moderno avião de pequeno porte que usa como fonte exclusiva de energia os raios solares captados por suas 17 mil placas fotovoltaicas.

Enquanto voa em altas altitudes, o Solar Impulse 2 capta energia e a armazena em baterias de lítio.

Enquanto voa em altas altitudes, o Solar Impulse 2 capta energia e a armazena em baterias de lítio. Quando anoitece, os motores são desligados e o avião plana até chegar a um limite de altitude. Nesse ponto, os motores são ligados novamente, usando a energia acumulada na bateria até que o dia amanheça e os raios solares possam ser captados novamente, repetindo o ciclo.

3. Estação de metrô no DF é a primeira da América Latina a usar energia solar

No Brasil, mais precisamente no Distrito Federal, a energia solar também tem se destacado. A estação de metrô Guariroba, em Ceilândia, vai ganhar painéis solares, cuja energia gerada será utilizada para abastecer a bilheteria e as plataformas da estação.Estação de metrô no DF é a primeira da América Latina a usar energia solar

Estação de metrô no DF é a primeira da América Latina a usar energia solar

A Metrô-DF, companhia responsável pelo metrô, pretende instalar o sistema também nas outras 23 estações, o que reduziria o gasto de eletricidade em até 20%. Este é o primeiro exemplo na América Latina a usar energia elétrica para abastecer estações de metrô.

4. Starpath: o caminho inteligente que usa a luz do sol para brilhar

A iluminação noturna nas cidades é uma questão de segurança, mas não se pode ignorar o fato de que muita eletricidade acaba sendo consumida em vão. Como uma solução parcial para esse problema foi desenvolvido o Starpath, um produto que pode ser aplicado a qualquer tipo de piso e que consegue absorver os raios ultra-violetas, transformando-os em energia, que é absorvida pelo material e utilizada apenas quando anoitece.

A empresa britânica Pro-Teq, criadora do produto, já está fazendo testes em um caminho em Cambridge, no Reino Unido.

Starpath: o caminho inteligente que usa a luz do sol para brilhar

5. A sala de aula que produz quatro vezes mais energia do que consome

Geralmente, edifícios usam painéis solares para suprir parte da demanda por energia. Mas no caso desta escola projetada para a cidade de Ewa Beach, no Havaí (EUA), a história é justamente o contrário: a partir dos painéis, será gerada quatro vezes mais energia do que as salas de aula precisam para funcionar.

Para conseguir isso, os arquitetos usaram a própria estrutura das salas para garantir uma otimização da luz natural e da ventilação, evitando gastos com ar condicionado ou ventiladores e luz. Incrível, hein?

Além de serem ótimas para o meio ambiente, tecnologias que economizam energia também tornam a nossa vida mais prática. Se você tem um notebook antigo, de quatro ou cinco anos atrás, sabe que é um estorvo precisar levar o carregador a todos os lugares, afinal, a bateria não dura quase nada.

Mas com os novos processadores Intel da 5a geração, a história muda. Eles usam até 50% menos de energia se comparado aos processadores de quatro anos atrás e não exigem ventoinhas para a refrigeração. Na prática, isso significa que é possível passar o dia todo sem precisar carregar a bateria do notebook. É o caso do Ultrabook 2 em 1 Latitude 13 7000, da Dell, que usa o processador Intel Core M da 5a Geração, oferecendo duas vezes mais velocidade e economia de energia, além de ser leve e superfino.

Essa evolução de eficiência energética, performance e tamanho dos processadores acontece em sincronia com a chamada Lei de Moore. Em 1965, o engenheiro Gordon observou que o número de transistores, as estruturas que formam os processadores, em um chip tende a dobrar a cada 18 meses, aumentando sua capacidade de processamento em 100%.

Isso quer dizer que, se um smartphone Android com processador Intel fosse construído em 1971, apenas o microprocessador do telefone iria ocupar a vaga de um carro. Ou então, se a Lei de Moore fosse aplicada à a viagem para a Lua de 1969, que durou três dias, hoje ela levaria cerca de um minuto para ser completada. Entendeu o que pode vir por aí?

A Intel, não só caminha lado a lado com a Lei de Moore e com a economia de energia, trazendo processadores ainda mais eficientes para o mercado, como também faz sua parte ao não comprar minerais provindos de áreas de conflito para produzir seus processadores. Em vários países, como a República Democrática do Congo, minerais como o ouro, o estanho, o cobalto e o cobre são explorados ilegalmente por grupos armados, que usam o dinheiro dessas negociações para alimentar guerras civis e violar os direitos humanos. E isso a Intel não financia. Afinal, para criar tecnologias inovadoras de verdade é preciso ter respeito com o meio ambiente e com as pessoas.

Créditos da matéria: Hypeness

Créditos da imagens: Divulgação – Diversos.

Confira a matéria na íntegra.

Estudo indica que, a partir de 2030, fontes de energia renováveis superarão as fósseis

Combustível fóssil terá auge de consumo em 2023, diz consultoria. Leia mais